PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

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24 de outubro de 2014

Com a presença de políticos de todos os partidos e repórteres de veículos de comunicação, o último debate dos candidatos ao Governo do Estado, movimentou o estúdio da RBS TV na quinta-feira (23/10).

O debate começou às 22h30min, mas os candidatos Tarso Genro (PT) e José Ivo Sartori (PMDB) chegaram ao prédio da afiliada da Rede Globo meia hora antes, sendo recebidos pela militância frenética tanto do PT quando do PMDB. Os militantes petistas cantavam cânticos como “é Tarso no Rio Grande e a Dilma no Brasil“. Sandra Corrêa que agitava bandeiras do candidato do PT disse que queria ouvir as propostas de Tarso e de Sartori. Rindo disse que ainda não encontrou as do candidato peemedebista.

Quando o debate iniciou quase todos os convidados se sentaram. Na sala onde assistiam ao debate pelo telão, estavam o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), o deputado Alexandre Postal (PMDB), os candidatos a vice Abgail Pereira, da chapa de Tarso, e José Cairoli, vice de Sartori. Também estava presente a representante do PPL Mari Perusso que explicou, ao Editorial J, a diferença entre a posição da direção nacional da sigla que decidiu permanecer neutra na eleição presidencial enquanto a maior parte do PPL gaúcho optou por apoiar Dilma.

Ao longo dos debates mesmo nos momentos mais acirrados não houve maiores reações da plateia que ficou atenta às falas dos candidatos, só levantando para se servir de suco ou água e dos salgados oferecidos na mesa posicionada na lateral da sala. Na plateia, repórteres de veículos, como SBT, Veja e Folha de São Paulo escreviam freneticamente em seus teclados tudo o que era dito pelos dois candidatos.

No fim do programa, Tarso Genro falou com a imprensa rapidamente e disse que debates feitos em cadeias amplas como da RBS são fundamentais. “As eleições são decididas com volatilidade, tenho dito que as eleições estão sendo decidas desde quarta-feira”. Otimista, o candidato do PT cutucou o adversário dizendo que quem tem proposta clara vota nele, diferente de quem elege Sartori que “é um tiro no escuro”.

Sartori contou que fez uma campanha de muito trabalho e generosidade. Ele espera que na eleição “a gurizada e as pessoas do partido ajudem na vitória”. Na entrevista ao Editorial J, Sartori destacou a importância do jovem na eleição e ressaltou que ficou muito entusiasmado com isso. “Acredito que a rebeldia de querer fazer um mundo melhor os fez acreditar na mudança que muita gente não achou que seria possível”. O ex-prefeito de Caxias também ressaltou que o pessoal das redes o tornou uma pessoa popular e relembrou o orgulho de ter sido militante estudantil aos 13,14 anos no seu município.

Candidato a vice-governador de Sartori, José Cairoli disse que a sua chapa sempre foi propositiva e ressaltou que Tarso sempre olha para o passado para justificar promessas. Para ele, o debate consolidou a supremacia de Sartori, foi um momento de “discussão sobre a dívida que é algo que a população não entende”.

Após o programa, o repórter André Azeredo que cobriu o evento para RBS TV falou das dificuldades de se cobrir o debate. Disse que o maior problema é conseguiu equacionar o tempo. André Azeredo também afirmou que a cobertura da eleição deste ano foi eclética e muitos portais se posicionaram. Observou que na tentativa de se ser equânime, às vezes, o repórter é acusado de ser simplório, embora a cobertura eleitoral deste ano tenha sido diferente por conta da presença das redes sociais.

Texto: João Pedro Arroque Lopes (6º semestre)

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