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POLÍTICA • 30 de novembro de 2016
Em resposta às medidas do pacote do governo Sartori, sindicalistas acampam na Praça da Matriz
Texto: Gabriel Bandeira (2º sem.)
Foto: Annie Castro (5º sem.)

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A articulação para derrubar as medidas propostas pelo governo Sartori já começou dentro da Assembléia, anunciou o deputado estadual Pedro Ruas (PSOL), sendo aclamado pelos manifestantes que protestavam, nesta sexta-feira (25), no Centro Histórico de Porto Alegre.  Com a colaboração de PT, PSOL, PCdoB, e talvez PDT e PTB, há a possibilidade de conseguir cerca de 30 votos, estimou o deputado.

Luciana Genro (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL), Érico Correa (PSTU) e Elvino Bohn Gass (PT) também estiveram presentes acompanhando ato contra o pacote de medidas anunciadas pelo governo do Estado e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55) que limita os gastos públicos, encaminhada pelo governo Temer. Os manifestantes promoveram, nesta sexta-feira, atos de protesto na Esquina Democrática, em torno da Praça da Matriz e nas principais avenidas do Centro Histórico, como a Borges de Medeiros, Andradas, Julio de Castilho, entre outras.

Tentando evitar o “pacotaço”, os manifestantes conversaram pessoalmente com os deputados. Segundo a organização, muitos parlamentares já se comprometeram com a causa, porém, apesar do sentimento de esperança, alguns manifestantes demonstram pessimismo em relação à votação dos projetos na Assembleia Legislativa.

A representante da Secretaria Executiva Nacional da Central Sindical e Popular CSP-Conlutas Neida Oliveira conta que o grupo estuda a retirada dos projetos da Assembléia, devido à falta de confiança nos representantes.

Servidores públicos e seus sindicatos estão acampados na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, após a apresentação do pacote de medidas pelo governador José Ivo Sartori, na última terça-feira (22), que pode deixar até 1.200 desempregados com a extinção de órgãos públicos como nove fundações estaduais. O grupo promete não sair da praça até a derrocada do projeto. O ato é organizado pelo CSP-Conlutas e tem a adesão de membros da CUT, do SPH, do MST e outros sindicatos.

Manifestação contou com a fala dos representantes de cada sindicato

Manifestação contou com a fala dos representantes de cada sindicato

Segundo Regina Abrahão, diretora do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (SEMAPI), após a identificação de irregularidades no projeto, o setor jurídico do grupo pretende entrar com ação no Ministério Público, antes da votação. Outra medida que promete bloquear o andamento do processo ainda deve ser revelada.

Além da ação de protesto contra as medidas do governo estadual, outra bandeira levantada pelos manifestantes é a PEC55, que congela os investimentos nas áreas de saúde e educação por 20 anos, regulando os gastos públicos pela inflação.

Por conta do parcelamento dos salários, funcionários que dependem do repasse estadual não estão conseguindo botar suas contas em dia. Na casa da professora Helena Moraes, o pagamento das contas está sendo escolhido a dedo e as viagens de ônibus diminuíram, para ajudar na economia.

A dívida do Estado também afeta outros setores. No prédio da Secretaria da Saúde, onde Lúcia Maria trabalha no controle do mosquito Aedes Aegypti, banheiros não são consertados e faltam funcionários, dificultando a qualidade do serviço.

Ao passar em frente ao comitê do Partido Progressista (PP), um grupo que chegava para se juntar à manifestação exigiu que a senadora Ana Amélia (PP), uma dos três senadores gaúchos, se posicionasse sobre o pacote de medidas estaduais até esta terça-feira

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