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PROTESTO • 29 de junho de 2016
Decisão foi tomada em assembleia geral realizada após anúncio do parcelamento do reajuste e desconto salarial dos trabalhadores grevistas
Texto: Caio Escobar (4º sem.)
Foto: Sara Santiago (3º sem.)
Foto: Sara Santiago

Foto: Sara Santiago

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) decidiu pela continuidade da greve em assembleia geral realizada na tarde de terça-feira (28). Dessa forma, já são 15 dias de paralisação. A decisão foi tomada após o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, anunciar o reajuste progressivo até janeiro de 2017, mesmo que essa proposta tenha sido rejeitada pelo Simpa. Além disso, o prefeito anunciou que os dias de greve serão descontado dos trabalhadores, sem possibilidade de compensação.

“Por mais que sejamos contrários, isso está consolidado (o parcelamento do reajuste).  Foi uma decisão unilateral do prefeito. Agora estão sendo discutidas outras pautas, relacionadas a condições de trabalho e a perspectiva de se devolver o serviço que deixamos de prestar a cidade”, explica Raul Giacobone, diretor do Simpa. Segundo o diretor, é importante que também se debata as pautas não econômicas, como a regulamentação do ponto eletrônico, a precarização e a terceirização dos serviços da assistência social, a melhoria das condições de trabalho em geral, entre outros.

Giacobone ainda alega que a classe está sendo punida pela prefeitura: “Não sairemos da greve enquanto estivermos sendo minimamente punidos. Ao contrário, será reforçada. Só a encerraremos após discussão das pautas não econômicas e a possibilidade, não a punição, como está acontecendo, dos trabalhadores grevistas não terem os dias descontados, e sim compensados”.

Está previsto para a quinta-feira (30), um ato unificado com os trabalhadores do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpergs), a partir das 9h, em frente à Prefeitura de Porto Alegre.

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