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Conscientização • 4 de setembro de 2017
38º Conselho Nacional do CVV, palestras, debates e outros eventos ocorrem em Porto Alegre no mês de prevenção do suicídio
Texto: Sofia Lungui (4º semestre)

O Brasil é o oitavo país com o maior número de suicídios no mundo, com 800 casos por ano. No Rio Grande do Sul, o índice atinge o dobro da média nacional. Os dados são da Associação Mundial de Saúde (AMS) e são frequentemente destacados por membros do Centro de Valorização da Vida (CVV), associação que representa papel importante na prevenção do suicídio no país. Além disso, os voluntários trabalham 24h por dia ajudando com apoio emocional.

As pessoas podem procurar ajuda tanto nos postos de atendimento e pela web como por telefone no número 188, que agora passará a abranger mais nove estados brasileiros, segundo Liziane Eberle, porta-voz do CVV de Porto Alegre. Agora, com o Setembro Amarelo, mês de prevenção do suicídio, a associação promove diversas atividades.

O 38º Conselho Nacional do CVV iniciou, no final de agosto, em Porto Alegre, com uma série de eventos com voluntários e apoiadores de todo o país, que ficaram hospedados no Hotel Continental, no Centro. Na quinta-feira (31) ocorreu debate no auditório do hotel sobre a abordagem do suicídio pela mídia, com os jornalistas Juremir Machado da Silva, das Caldas Junior, e Carlos Etchichury, do jornal Diário Gaúcho.

No dia seguinte, 1º de setembro, foi realizado o VII Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio e no domingo (3) houve a Caminhada pela Valorização da Vida, que saiu do Hotel Continental e terminou no Acampamento Farroupilha. Durante este mês serão realizadas diversas palestras e atividades de conscientização para a comunidade.

Contudo, a falta de apoio efetivo e os gastos são problemas constantes, conforme Nilsa Maria Madsen, voluntária há 12 anos e coordenadora regional do CVV no Rio Grande do Sul. “Nós gastamos para trabalhar, pois temos de contribuir mensalmente para pagar as contas. Tem pessoas que saem do CVV constrangidas por não poder ajudar”, conta. O fato da instituição não associar seu nome à nenhuma entidade política ou religiosa também dificulta a situação financeira, pelo fato de não receber doações dessas entidades, como explica Liziane.

Atualmente, o CVV de Porto Alegre conta com o apoio de uma mantenedora, a Associação de Auxílio Mútuo (ASSAM) e de 62 voluntários, além de outros 30 que estão sendo capacitados. Para arrecadar fundos, o CVV realiza eventos como brechós e chás, além de vender rifas. A sede da Capital fica na Rua José de Alencar, 414, no Menino Deus.

Quem tiver interesse em contribuir com o CVV pode depositar diretamente na conta bancária da associação, cujos dados se encontram na página “colabore” do site, além de serem aceitas doações nas sedes.

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