40 anos do 11 de setembro chileno

No dia 11 de setembro de 1973 ocorreu o sangrento golpe de Estado no Chile contra o governo socialista de Salvador Allende. O fim de semana anterior havia sido marcado por reuniões para decidir a data do plebiscito que tiraria Allende da presidência, já que o país passava por uma crise econômica. As tropas do general Augusto Pinochet entraram na cidade portuária de Valparaiso, a 120km da capital Santiago na manhã de terça feira terça-feira, cortando toda a comunicação da cidade com o resto do país.

O presidente Allende foi avisado mas acreditava que o golpe poderia ser contornado. Não era a primeira vez que o exército se rebelava contra o governo, e Allende confiava em Pinochet acreditando que seria tão leal a ele quanto seu antecessor. Preferiu permanecer no palácio do governo, onde tirou a própria vida. Segundo dados oficiais, mais de 3,2 mil pessoas foram assassinadas e mais de 38 mil foram torturadas. Muitos eram exilados brasileiros e foram executados com outros militantes no Estádio Nacional, em Santiago.

Em 1961, o gaúcho Diógenes Carvalho de Oliveira tinha 19 anos e participou do Movimento da Legalidade, que impediu o golpe militar no Brasil naquele ano. Com a efetivação do golpe em 1964, entrou na clandestinidade e foi para Cuba, onde fez treinamento em guerrilha. De volta ao Brasil, fundou com outros militantes a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e participou da resistência armada em São Paulo, onde foi preso em 1969. Após um ano preso, foi solto no México com mais quatro companheiros em troca do cônsul japonês. Foi para Cuba, Coréia do Norte e, logo em seguida, para o Chile, em setembro de 1971, onde vivenciou dois anos do governo de Salvador Allende e o golpe militar que instaurou a ditadura de Pinochet.

Produção: Guilherme de Oliveira (8º semestre).