A batalha do 1%

Quatro candidatos à Prefeitura de Porto Alegre registraram 1% ou menos na última pesquisa Ibope

  • Por: Gabriel Bandeira (2º sem.) e Italo Bertão Filho (2º sem.) | 02/10/2016 | 0

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Quatro candidatos à Prefeitura de Porto Alegre registraram 1% ou menos na última pesquisa Ibope: Fábio Ostermann (PSL), João Carlos Rodrigues (PMN), Júlio Flores (PSTU) e Marcello Chiodo (PV).

O candidato do PMN votou às 09h, no prédio 11 da PUCRS, acompanhado pela família. O empresário é candidato pela primeira vez à Prefeitura da Capital, mas já concorreu a outros cargos públicos. Em 2008, Rodrigues concorreu a prefeito de Alvorada pelo PTC e obteve 0,54% dos votos. Dois anos depois, ainda pelo PTC, concorreu a vice-governador na chapa de Aroldo Medina (PRP), mas a candidatura também não obteve êxito nas urnas, obtendo apenas 11.264 votos em todo o Estado. Em 2014, tentou concorrer a governador, já pelo PMN, porém, teve sua candidatura impugnada. Caso Rodrigues não vá ao segundo turno, o partido não pretende apoiar nenhum candidato.

Júlio Flores também votou às 9h, no colégio Pão dos Pobres, acompanhado pela vice Vera Rosane. O candidato do PSTU concorre pela 11ª vez a um cargo público. Flores concorreu já a vereador, deputado estadual, governador e senador. Essa é a segunda vez que o professor concorre – a primeira foi em 1996, quando terminou a eleição em penúltimo lugar, com 1.297 votos. Em 2008, Flores obteve 4.959 votos para vereador – votação que o credenciaria a uma vaga na Câmara Municipal – mas o quociente eleitoral do PSTU não foi suficiente para elegê-lo.

Marcello Chiodo, do PV, votou na Escola Estadual Rio Grande do Sul às 9h. O candidato alegou seus baixos índices nas pesquisas à falta de tempo no horário eleitoral gratuito e de participação aos debates televisivos. Esperançoso, o candidato disse que o eleitorado procurou conhecê-lo além da profissão de cabelereiro. Para definir eventual apoio no segundo turno, os candidatos a vereador do PV irão se reunir para decidir a posição do partido. Chiodo está na política desde 2004, quando concorreu a vereador pelo PTB, não se elegendo. Em 2006, concorreu a deputado federal e também não obteve êxito. Na eleição seguinte, concorreu novamente, ficou na terceira suplência. Em 2012, tentou mais uma vez ascender à Câmara Municipal, desta vez pelo PSB, ficando na suplência mais uma vez, com pouco mais de 3 mil votos.

Fábio Ostermann, do PSL, votou no Colégio Anchieta às 10h. O liberal é estreante na disputa a cargos públicos – assim como o vice, Alexis Efremides. Ostermann avalia que a candidatura desta eleição foi um ensaio geral para a campanha de 2018 e que foi possível construir uma campanha com ideias liberais, que se conectem com as pessoas. Confirmando-se que Ostermann não vá ao segundo turno, o partido realizará uma convenção municipal em 13 de outubro para definir eventual apoio. Formado em Direito pela UFRGS, o candidato tem passagens por institutos liberais, pelo Movimento Brasil Livre e pelo NOVO. Está no PSL desde o começo do ano, quando assumiu a direção estadual do partido.