Aplicativo irá agilizar socorro a vítimas de parada cardíaca

No início de 2014, o serviço de atendimento às emergências de Porto Alegre ganhará um novo reforço para tornar mais ágil o socorro às vítimas de paradas cardíacas. Um aplicativo estará disponível para ajudar a reanimar essas pessoas. Em produção, o aplicativo pretende utilizar o GPS dos smartphones de voluntários treinados em suporte básico para atuar nos casos de parada cardíaca. Para isso, será necessário fazer uma chamada à Central de Atendimento Pré-Hospitalar (Samu, 192) que vai acionar, para atender a vítima, voluntários que tenham o aplicativo instalado, além de providenciar no socorro padrão.

O médico Luciano Eifler, do Samu, é o desenvolvedor do aplicativo e explica que o sistema poderá ser baixado de graça na Apple Store e no Google Play, com previsão de poder rodar nos principais sistemas operacionais de celulares. Eifler criou o aplicativo motivado pelo grande número de paradas cardíacas que ocorrem na cidade. Ele acredita que isso, somado a necessidade de suporte básico de vitimas antes da chegada do socorro especializado, são as grandes vantagens do programa. “O aplicativo já está em fase de testes e possui arquitetura simples, utilizando o software da Central de Chamados da Samu”, adiantou.

Quanto às dificuldades para tornar o projeto realidade, o médico conta que nem sempre foi fácil levar a ideia adiante. “Convencer gestores, programadores e profissionais da saúde sobre a viabilidade do aplicativo, sem dúvida foi a principal barreira para iniciar o projeto”, relata. Passada essa fase, agora, a recepção é positiva, “principalmente daqueles mais afeitos à tecnologia e que já utilizam recursos de georreferenciamento”.

O sucesso do programa e sua viabilização vão depender do número de pessoas inscritas nos aplicativos. Baseado em experiências de outros países, como Estados Unidos onde um aplicativo já está em uso, o médico tem expectativa otimista. “Outros aplicativos com arquiteturas semelhantes como para solicitação de táxi, tele-entrega, localização de restaurantes se tornaram populares e são usadas por milhares de pessoas, por isso, agora, queremos um aplicativo que ajude a salvar vidas”, argumenta.

Texto: João Pedro Arroque Lopes (5º semestre)