Araújo Vianna vai reabrir no segundo semestre

No início do segundo semestre, essa é nova previsão para o Auditório Araújo Vianna ser entregue ao público. A estimativa é do coordenador do projeto de restauração, Carlos Caramez, que prefere não ser preciso na data, situando-a apenas no “início do segundo semestre”. Mas, Caramez ressalta que “será uma das melhores casas de acústica do Brasil” com capacidade para 3 mil pessoas sentadas.

Arquiteto do projeto original faz parte da equipe de restauração do auditório

O coordenador do projeto de restauração, representante da produtora Opus, atribuiu os atrasos às fortes chuvas do ano passado. Com o tempo ruim não foi possível colocar a cobertura, que por sua vez atrasou a instalação dos aparelhos de ar condicionado e o resto da obra. Quando começou a recuperação, o auditório estava abandonado. Era casa de 80 gatos e ponto de venda de drogas. O novo projeto prevê grandes mudanças, porém sempre respeitando as características do prédio. “Por ter sido tombado pelo patrimônio histórico, nós seguimos todas as determinações da arquitetura original”, disse Caramez. Moacyr Moojen Marques, arquiteto que construiu o auditório em 1964, também está à frente da obra.

As mudanças deverão resultar na ampliação do palco para 270m², duas telas de LED, ar condicionado especial, uma plateia móvel, poltronas novas e espaço para mesas. Os banheiros serão ampliados, dois novos bares estão em construção, camarins refeitos e o prédio ganha um elevador.

Existe também a preocupação com a vedação do som. Uma pesquisa feita no bairro apontou que, para os moradores próximos, é melhor o Araújo não voltar a funcionar sem isolamento acústico. Por isso a cobertura foi feita de forma fixa, em madeira, poliuretano expandido e resina impermeável. A vedação do som é completa, inclusive terá portas vedadas especiais.

A acústica de dentro da casa também foi especialmente pensada. Um trabalho minucioso fará com que o som flua sem problemas. Assim, artista e plateia poderão aproveitar o show sem que o som sofra interferências.
A sala Radamés Gnattali também está sendo reformulada para abrigar lançamentos de discos e livros, pequenos shows, palestras, oficinas e workshops. A Opus está preocupada em criar um ambiente que não seja só para show, mas que facilite a inclusão cultural. A reforma não termina no prédio do Araújo Vianna. O lago em frente voltará a ser ativado e os acabamentos de bronze junto com as estátuas de Carlos Gomes e Chopin serão refeitos.

A obra, que começou com o orçamento de R$ 6 milhões, terminará em 18 milhões. Esses recursos são da produtora Opus, que venceu a licitação da reforma e terá direito de aproveitar o espaço 274 dias (75%) no ano. Os outros 91 dias (25%) serão da prefeitura.

Texto: Lúcia Feijó Vieira
Fotos: Andressa Moreira