Arena e novo Beira Rio atraem mais público para visitas guiadas

  • Por: Mariana Capra (3º semestre) | Foto: Mariana Capra (3º semestre) | 13/06/2015 | 0

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Um ano após a Copa do Mundo no Brasil, o reformado Beira-Rio e a nova Arena do Grêmio são os legados que ficaram para Porto Alegre. Antes muito deficitárias e pouco procuradas, as visitas guiadas aos estádios da cidade ganharam melhorias significativas na segunda metade de 2014.

Deixando de ser uma breve apresentação do que o visitante pode ver, os guias, em ambos os estádios, contam a história do clube, do próprio estádio e fatos curiosos sobre os lugares que são apresentados.

O guia gremista Rodrigo Araújo detalha as diferenças entre a visita que ocorria no Olímpico e a feita hoje na Arena. “No Olímpico, era uma visita mais simples, tinha o intuito de apresentar algumas dependências do estádio. A visita da Arena é muito mais completa, abrange praticamente todos os níveis do estádio”, explicou.

Os lugares acessados no estádio gremista e no colorado são diferentes. Na Arena, é possível conhecer as cabines de imprensa, o anel que circunda o estádio, os camarotes, as cadeiras gold, a sala de coletivas, o vestiário gremista, a zona mista e o túnel que liga os vestiários ao campo. Um vídeo sobre os 111 anos do Grêmio é apresentado dentro do vestiário. Também é possível tirar uma foto com a taça da Libertadores da América. A sala de troféus e o memorial ainda não foram inaugurados.

Segundo Araújo, o objetivo da visita guiada na Arena é proporcionar ao visitante uma “experiência de Grêmio”. “Que o visitante possa se sentir participando dessa história e sair daqui com um sentimento de que está se apropriando também do estádio, se apropriando da história do Grêmio”, contou o guia.

Martha Huffel, uma das torcedoras gremistas que fizeram parte da primeira visita guiada à Arena, sentiu essa emoção relatada por Araújo. “Para mim, foi extremamente emocionante, pois, conheci todos os lugares de acessibilidade nula dentro do estádio. São vários setores que podemos ter livre acesso, inclusive, para locação de eventos, palestras e afins”, relatou a torcedora.

Mas, segundo Martha, o que mais a marcou na experiência foi o filme transmitido na sala de aquecimento, que falava dos primeiros times do Grêmio, onde pôde recordar seus entes queridos. “Ali, vi o time que meu falecido avô materno, Antonio Carrilho jogava, lá no primeiro casarão. Depois cenas do Olímpico que me reportavam ao tempo que a minha falecida e saudosa mãe, Yonne Carrilho Huffel, fazia parte do atletismo”, relembrou.

“Os jogadores das seleções ficaram muito impressionados com a estrutura, com a modernidade, com esse grande equipamento que é a Arena do Grêmio. Isso demonstra que a Arena é realmente um estádio que impressiona, tanto por fora quanto por dentro”, relatou o guia Rodrigo Araújo, que acompanhou os treinamentos na Arena.

A média de visitantes que procuram o Grêmio Tour é de 4.000 pessoas por mês. Segundo Jean Santini, responsável pela Futebol Tour, a satisfação dos torcedores é de 90% e eles consideram essa oportunidade uma grande experiência. Ao todo, mais de 65 mil pessoas já visitaram o novo estádio gremista.

Internacional

No novo Beira-Rio, a visitação começa no portão 7, onde geralmente é a entrada da Popular, torcida organizada do clube. É feita uma caminhada pelo anel de circulação até a arquibancada inferior onde se tem uma melhor vista do campo. Os visitantes também circulam fora do estádio, entendendo o funcionamento das membranas – que fazem parte da estrutura da cobertura do estádio – e podendo localizar o Gigantinho, o centro de eventos e a capela colorada. Voltando ao estádio, o torcedor chega ao ponto mais emocionante da visita, o memorial de Fernandão. Depois, são apresentados o vestiário e o túnel que leva ao campo.

Para Karolyna Cristane, coordenadora de Atendimento do Inter, a diferença do Tour Colorado antes e após a reforma é bem marcante. “As alterações são mais em relação aos locais visitados, até porque a estrutura do Beira-Rio era outra”, comparou. Sobre o legado deixado pela Copa, a coordenadora comentou: “Ele é positivo, com certeza. É um estádio muito mais moderno, muito mais confortável. Se pensou em várias questões que facilitassem a circulação do torcedor dentro do estádio.”

No caso colorado, existe a possibilidade de visitar também o Museu do Inter, onde se encontram grande parte das taças conquistadas pelo clube, além de uma linha do tempo contando sua história e alguns documentos antigos. Estão em destaque os dois troféus da Libertadores e do Mundial, expostos junto com a bandeira assinada por ídolos e torcedores, cedida pelo ex-presidente Fernando Carvalho, após a conquista do mais importante título em 2006.

O torcedor colorado Juan Domingues, professor da Famecos, visitou tanto o Beira-Rio antes e durante a reforma. Segundo ele, o mais emocionante foi quando chegou na arquibancada. “De legado mesmo da Copa a única coisa que ficou sólida, concluída e consolidada é o estádio Beira-Rio e vai ficar para sempre”, opinou ele.

A Visita Colorada recebe de 3.000 a 5.000 pessoas por mês. Segundo Karolyna, a procura aumentou muito após a reforma do Beira-Rio.