Artistas ocupam Iphan em protesto pela extinção do Ministério da Cultura

Integrantes de movimentos culturais de Porto Alegre fazem a defesa do Minc

  • Por: Vitória Miranda (1º sem.) | Foto: Fernanda Lima (3º sem.) | 22/05/2016 | 0

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Músicos, produtores culturais independentes, atores de circo e representantes de grupos de teatro da Capital se instalaram na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na avenida Independência, em Porto Alegre. O manifesto teve início na noite de quinta-feira (19) e contou com a recepção e o apoio dos funcionários da instituição que protestam pela extinção do Ministério da Cultura.

O cineasta e diretor do grupo de teatro Falos & Stercus, Marcelo Restori, explicava na sexta (20) que o movimento pede a volta do Ministério da Cultura, é contra o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e o “governo golpista” de Michel Temer. Na fachada da instituição, também foram afixados cartazes com críticas à “mídia manipuladora” e ao clima de ódio político instaurado no país. Para Marcelo, o intuito maior é dialogar com a sociedade. Segundo ele, naquele momento o diálogo com o governo não era considerado.

Durante uma reunião com a diretoria do Instituto, realizada na noite de quinta-feira, os manifestantes entraram em acordo sobre o espaço liberado para a ocupação. Uma das participantes do movimento e integrante do grupo teatral “Ói nóis aqui traveiz” relatava que foi permitido acesso apenas a uma sala de reuniões e ao pátio, onde os manifestantes armaram barracas. As demais salas não foram disponibilizadas sob justificativa do risco de depredação e para a preservação de documentos históricos.

Diogo Estivallet, 30 anos, se identificou como artista autônomo, participante de ocupações promovidas pelo Coletivo Kuna Libertária. Para ele, que disse participar do protesto apenas como cidadão, a extinção do Minc é um retrocesso e o movimento de ocupação do Iphan representa o não reconhecimento do atual governo e um ato em defesa do direito à cultura.

Alunos do Instituto de Arte da UFRGS também compareceram ao local na tarde de sexta-feira (20) para conversar com os manifestantes e prestar solidariedade ao protesto. Leonardo Barreiro, 29 anos, estudante de Artes Visuais, ressaltou a importância da utilização dos espaços públicos para manifestações políticas. Eles preparavam uma concentração maior de pessoas para ocorrer na tarde de domingo (22), com atividades culturais e plenário para debate de ideias.

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