Ato em frente ao IPE pede serviço melhor aos professores públicos

A defesa e a melhoria dos serviços prestados pelo Instituto de Previdência do Estado motivam ato de professores

  • Por: Rhafael Munhoz (3º sem.) | Foto: Mia Sodré (1º sem.) | 15/04/2016 | 0

thumb__MG_2195_1024Professores da rede pública de ensino estiveram reunidos em ato em frente à sede do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS), na Avenida Borges de Medeiros, na tarde de quarta, dia 13, para protestar contra proposta do governo estadual da cobrança de 40% sobre procedimentos hospitalares, acrescidos de uma taxa de 5% por dependente. Os professores alegam que há falta de médicos para atender servidores. A categoria diz ainda que faltam peritos. A caminhada partiu da sede do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato), na Avenida Alberto Bins, até o prédio do instituto, na Avenida Borges. Além dos professores, estudantes também apoiaram as reivindicações.

A principal reclamação dos manifestantes é que o governo do estado está interferindo negativamente na estrutura do Ipe. “Nós estamos reivindicando um Ipe público. Antigamente ele era bom e funcionava”, afirma a pedagoga Caiçara Marques Leal. Os professores defendem o instituto como uma forma de conseguirem consultas médicas de forma mais adequada às suas rendas. “Nosso salário já é baixo, e ainda querem tirar mais dinheiro de nós” denunciavam os organizadores ao fazerem os discursos.

Os educadores reclamaram também do descredenciamento de muitos médicos e de hospitais, o que diminui as possibilidades de consultas para quem precisa. Segundo Amanda de Carvalho, da direção do Centro dos professores do Estado (Cpers), o governo do estado argumenta que não tem dinheiro para o instituto. “Tudo é atribuído à crise. Muitas vezes precisamos pagar pela consulta. Agora querem nos cobrar 40% a mais do que era antes, com um adicional de 5%”, denunciou Amanda. Estavam presentes no ato professores de vários municípios do estado, pois todos são afetados pelo mesmo problema. Ao todo, 42 núcleos estavam representados na manifestação.

thumb__MG_2212_1024“Cada dependente terá que pagar uma diferença nas consultas”, disse Rosenei Nikititz, professora de educação física. A professora alegou também não conseguir quartos para internação hospitalar. Ela e outros educadores temem que o IPE possa ser  privatizado no futuro. Aos gritos no microfone do caminhão, um professor fez referência a que os educadores não são considerados grupos de riscos, em relação à gripe H1N1. “Nós estamos vulneráveis”, disse.

Enquanto ocorria o ato na rua, dentro do prédio do IPE, a direção do Cpers era recebida pelos diretores do instituto Eduardo Lopes e Alexandre Escobar. No encontro, a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, reclamou da falta de resposta às reivindicações da categorias entregues, em 18 de dezembro, ao presidente do IPE, José Parode. Após algumas ponderações dos diretores do IPE, Helenir reforçou o pedido de resposta às reivindicações, por escrito. Os diretores assumir o compromisso de responder, por escrito, às reivindicações apresentadas.