Avenida Assis Brasil é a pior via para motoristas de Porto Alegre

Startup pesquisou o índice de vibração de veículos populares nas principais ruas da Capital

  • Por: Amanda Fialho (7º sem) | 22/10/2015 | 0

A avenida mais problemática de Porto Alegre para os condutores de veículos é a Avenida Assis Brasil. Em situação oposta, isto é, com melhor qualidade está a Avenida Nilo Peçanha. Este foi o resultado da pesquisa, feita pela startup Mandíbula e divulgada nesta terça-feira (20), que investigou a vibração de carros populares nas principais vias de Porto Alegre.

A ideia inicial era unir o útil ao agradável. A empresa queria prestar um serviço à população porto-alegrense e anunciar seus serviços, com o intuito de demonstrar que dados não são somente informações adquiridos na internet e devem ter um impacto concreto no mundo físico. “Pesquisas devem gerar ações. Não adianta serem apenas bonitas”, afirma o diretor da Mandíbula, Daniel Gandolfi.

Para realização da pesquisa um sensor de vibrações foi instalado na parte traseira de um carro 1.0, que se movimentava em velocidade constante nas principais vias da Capital durante a manhã de um domingo, para evitar o tráfego. O medidor calculava o tempo em milissegundos que o pino no sensor levava para ir de uma posição a outra. A rua com mais vibrações, de acordo com a pesquisa, é a Avenida Assis Brasil. O que mostra que a Assis Brasil é uma rua de baixa qualidade, pois demonstra uma vibração alta e homogenia. Isso ilustra que a via conta com vários buracos e inconveniências para o condutor.

O contrário constatado foi a Avenida Nilo Peçanha que apresenta picos de vibração em alguns momentos, mas em geral se mantem com um baixo nível de vibrações. Ou seja, a via tem uma qualidade mais alta. O diretor alerta para a relação de custo de moradia, onde a Nilo Peçanha conta com um metro quadrado mais caro do que a Assis Brasil, dando a ideia de que as vias localizadas nas áreas nobres da Capital contam com uma manutenção melhor. As vias analisadas foram, além da Nilo Peçanha e Assis Brasil, a Oswaldo Aranha, Ipiranga, Bento Gonçalves, Voluntários da Pátria e Protásio Alves.

As pesquisas realizadas pela Mandíbula têm o intuito de trazer as informações do mundo virtual para o mundo real. De acordo com Gandolfi, a empresa gostaria de ter contato com outras organizações para utilizar os dados coletados para melhorias em Porto Alegre. Porém como esta pesquisa é muito recente ainda não se apresentaram candidatos. No futuro, a startup pretende realizar uma pesquisa similar sobre as vibrações nas estradas do Rio Grande do Sul. Não ouve ainda pronunciamentos oficiais da Empresa Pública de Transportes Coletivos (EPTC) ou da Secretaria Municipal de Obras de Viação (Smov) com relação à pesquisa. A íntegra da pesquisa está disponível na íntegra no Facebook da Mandíbula.