Calçada do Ginásio Tesourinha oferece riscos

  • Por: Bharbara Hack (1º semestre) e Letícia Monteiro (1º semestre) | Foto: Cláudia dos Anjos (7º semestre) | 28/05/2015 | 0

IMG_1804

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O desnível provocado pelas lajes soltas da calçada em frente ao Ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, dificultam a locomoção. A situação se agrava porque no local são oferecidas diversas atividades físicas gratuitas para idosos. Em algumas manhãs, como as de quarta-feira, cerca de 70 alunos com mais de 60 anos participam da aula de tai chi chuan, correndo risco de se acidentar ao acessar o ginásio.

 

A aluna de fisioterapia para a terceira idade Ivone Lopes reclama do estado irregular da calçada, onde já tropeçou diversas vezes. Além de Ivone, outros idosos passam diariamente pelo local para praticarem algumas das 14 atividades oferecidas, como caminhada orientada, alongamento, yoga e dança.

 

O professor de musculação Sérgio Rodrigues conta que, entre seus alunos, prevalecem os que têm entre 70 e 79 anos. Nessa faixa etária, de acordo com o médico e professor Newton Luiz Terra, do Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da PUCRS, ocorre deterioração dos mecanismos de equilíbrio e diminuição da força muscular. O idoso tem baixa aptidão física, o que faz com que caminhe com certa dificuldade, em passos curtos e marcha lenta, o que facilita a queda.

 

Terra destaca que, atualmente, 40% dos idosos no Brasil sofrem quedas. Em metade desses acidentes, as vítimas relatam que tropeçaram ou caíram em meios fios, calçadas irregulares ou escadas. Quando resulta em fratura, um em cada quatro idoso acidentado acaba morrendo em seis meses, salienta o médico.

 

O cuidado com as calçadas é dever do proprietário do terreno. No caso do Ginásio Tesourinha, a prefeitura de Porto Alegre. O responsável pela administração do local, Antônio Augusto Fontoura, afirma que estão cuidando do passeio público, mas as raízes das árvores crescem e estragam o calçamento. Fontoura alega que é impossível adotar outras soluções por falta de recurso.

 

Desde 2011, a prefeitura realiza o projeto Minha Calçada, cuja objetivo é revitalizar os passeios que apresentem defeitos. Desde janeiro deste ano, cinco bairros já foram vistoriados, e 80% dos passeios necessitavam de reparo. A prefeitura já emitiu mais de 5 mil notificações solicitando que os proprietários dos imóveis efetuassem a manutenção. Também publicou na internet uma cartilha com orientações relativas à conservação das calçadas. O documento informa que o local deve ter nivelamento uniforme e não oferecer ao pedestre nenhum perigo de queda ou tropeço – o que não condiz com a calçada do Ginásio Tesourinha, cuja responsabilidade é da própria prefeitura.

 

A reportagem do Editorial J questionou o Setor de Calçadas da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), por meio da assessoria de comunicação, acerca da falta de manuteção do calçamento do Tesourinha e por que a prefeitura não providencia o conserto, mas não obteve resposta.

 

Serviço
Para obter mais informações sobre a conservação de calçadas, acesse o documento “Dicas para manutenção e construção de passeios públicos”.