Cinco grupos disputam DCE

Cinco chapas disputam a preferência dos estudantes da PUCRS que escolhem em dois dias (14 e 15 de abril) a nova direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Alberto Flores, um dos coordenadores-gerais da chapa nº 1, Reconquistar o DCE, diz ter o objetivo de tirar o PSOL do DCE. Na visão dele, o grupo atual tem aparelhado esta instituição estudantil. Alberto também cita outras propostas da chapa como tentar a redução da mensalidade e usar os R$ 30 mil que a Universidade repassa ao DCE para coisas em proveito dos estudantes, como o cartão TRI gratuito e festas para integração dos universitários.

David Almansa, da chapa 2, Vai Ter DCE, considera que a eleição é um movimento de construção que não visa só a vitória eleitoral. Para David, o que diferencia sua chapa das demais são as propostas como criar um portal de transparência do DCE indicando o dinheiro que entra e sai, e um orçamento participativo em que os estudantes decidiriam a aplicação do orçamento.

Gabriela Hammerschmitt, da chapa 3, Nossa Voz, Uma Só Nota, que representa a situação, se orgulha de “não ter que deixar de fazer algo por que iria contra o governo”. Ela sustenta que as principais propostas do grupo têm a ver com a democracia na universidade, “a luta contra a censura no movimento estudantil e a prestação de contas dos recursos recebidos, além de assistência estudantil não terceirizada”. Gabriela sinaliza que a chapa 3 conta com apoio de oito centros acadêmicos eleitos que indicaram a composição da chapa presente na faculdade o ano inteiro, não só no período de eleição.

Lucas Bernardes, coordenador da chapa 4, Novo DCE, afirma que é preciso abrir a caixa preta das mensalidades e fazer o diretório um espaço onde “se possa construir pautas junto com os estudantes. E não apenas um local para tomar cafezinho e fazer o TRI“. Bernardes alegar que atual gestão não consegue trabalhar junto com os estudantes, exemplifica dizendo que a “atividade contra o aumento da mensalidade não conseguiu juntar mais que dez pessoas”. Para renovar o DCE, uma proposta é buscar parcerias fora da não tendo que depender só do dinheiro da Universidade.

Gabriela de Souza, da chapa 5, Movimento Apartidário dos Estudantes, informa que pretende fazer do DCE um local de estudantes para estudantes. “As nossas propostas são do portão para dentro, nós queremos dar voz aos estudantes, tanto que nossos projetos são viáveis e resultados de pesquisas no campus e no nosso site”. Gabriel diz que entrou na PUC há um ano e até hoje o DCE não venho até ela, sua voz não é ouvida. Essa situação deverá ser mudada pela sua chapa.

Texto: João Pedro Arroque Lopes (6º semestre)