Com inscrições abertas, Editoral J oferece experiências com múltiplas plataformas

  • Por: Eduarda Endler Lopes (3º sem.) | 11/08/2015 | 0

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O Editorial J é o laboratório de jornalismo da Famecos/PUCRS que produz conteúdo multimídia para diferentes plataformas, numa lógica de trabalho convergente. Até a próxima sexta-feira (14/8), estão abertas as inscrições para a seleção de novos voluntários. A escolha será realizada em duas etapas: primeiramente, o aluno interessado preenche um formulário online, que substitui a entrega de currículo, e depois, participa de uma prova de conhecimentos gerais, no dia 17, às 15h. O formulário pode ser preenchido aqui. Em operação desde agosto de 2011, o laboratório proporciona a experiência de novos fluxos e processos de trabalho numa redação convergente. O ritmo de produção é diário, simulando a rotina profissional, com métodos, prazos e hierarquias. O Editorial J oferece aos alunos uma vivência que prioriza o conteúdo e propõe a permanente reflexão sobre os processos produtivos do jornalismo. Ao mesmo tempo, permite a experimentação a partir de novos paradigmas e da convergência entre as mídias. A seguir, conheça um pouco do trabalho de cada núcleo:

Fotografia
O Núcleo de Fotografia do Editorial J é onde os alunos exercem a fotojornalismo. Isto é, os membros desse grupo fazem as fotografias das pautas dos outros núcleos, além de galerias de variados temas. Annie Carolline Castro, editora do núcleo, explica que a rotina funciona por meio do acompanhamento das pautas do dia, entre outras pautas, fotografando para as galerias próprias ou colaborando em outros projetos do núcleo. A aluna, que participa do J desde o primeiro semestre da faculdade, salienta que a foto do J é uma área do jornalismo bastante movimentada. Ela conta que um dos maiores benefícios é entender como funciona a fotografia dentro de uma redação, desde a convergência até o lado mais técnico da linguagem. “Toda a experiência que tu adquire ali dentro te faz crescer muito, e não só como um projeto de jornalista, mas também como pessoa, é sempre bom levar em conta todos os laços que se criam dentro do J”, explica Annie.

Impresso
O Núcleo de Impresso tem como objetivo trabalhar com reportagens aprofundadas, ouvindo vários lados de uma mesma história e com foco em um texto elaborado. A editora do jornal, Cândida Schaedler, do sétimo semestre, explica que o núcleo tem reunião de pauta semanal, na qual é discutido o que está sendo ou o que vai ser feito, sempre procurando solucionar eventuais percalços da apuração. Ela conta que o benefício de participar desse núcleo é vivenciar a experiência de reportagens em profundidade e de um olhar jornalístico diferenciado. O maior desafio, portanto, é conseguir fazer um jornal mensal preservando a qualidade do texto, das fotos e da diagramação. “É uma experiência na qual se entende também a complexidade do próprio fazer jornalístico, que é um trabalho em grupo no qual tudo está interligado”, salienta Cândida. Para ela, participar do Editorial J é deparar diariamente com desafios e ter a ajuda dos professores para solucioná-los. Passa, também, por entender que, hoje, jornalismo é cada vez mais multimídia, e a narrativa pode ser muito melhor se feita em várias plataformas. A aluna entrou no J no primeiro semestre da faculdade e retornou no penúltimo. Ela afirma que o laboratório só aprimorou aspectos que serão fundamentais na vivência profissional. “Ao pegar o canudo, tenho certeza de que estarei muito melhor preparada para o mercado, e também para a vida, pois o J transformou a minha forma de olhar o mundo”, lembra a editora.

Áudio
O Núcleo de Áudio do Editorial J produz a rádio online da faculdade, a Famecos Cast. A editora de rádio, Jéssica Moraes, estudante do sexto semestre, conta que a programação começa às 15 horas, com o programa Lente de Aumento e vai até O Resumo Esportivo, que encerra a grade diária às 17 horas. Entre estes programas, ainda há o Bombou na Timeline e o Enfoca. A aluna lembra que o núcleo tem uma rotina diferente dos demais. “Como nossa programação é diária e ao vivo, chegamos à redação e já começamos a produzir, pensar nos programas. A ideia é que tudo sempre dê certo, mas como tudo é ao vivo, o que dá errado tem que ser resolvido na hora. Acredito que esse seja um dos principais benefícios e desafios do áudio: saber que temos uma programação que precisa sem realizada, que temos que produzir e resolver qualquer situação. Isso ajuda na construção da maturidade jornalística”, salienta. Jéssica conta que participar do J é muito gratificante, devido ao contato com os professores que dão dicas e conselhos. “Não importa de qual semestre é o voluntário, eles sempre vão te orientar da mesma maneira. Eu aprendi a ser jornalista no J”, conta Jéssica, que jamais poderia ter vivido tudo isso em algum estágio fora da faculdade no começo do curso, pois não há como fazer tudo que fez no J sem estar formada. “O J é um degrau imenso na escada da minha carreira e eu sou muito feliz por fazer parte desse time”, lembra.

Vídeo
O Núcleo de Vídeo J produz telejornais e conteúdos audiovisuais que são publicados no canal do laboratório no YouTube e também transmitidos na UNIVT, canal 15 da NET. Os alunos produzem, editam e fazem a própria reportagem, além de poder ser âncoras. Há uma reunião de pauta semanal, em que é feita a divisão das matérias que começam a ser produzidas. Yasmin Luz, editora do núcleo de vídeo e aluna do sexto semestre, conta que o grande benefício de participar deste núcleo é passar por todas as funções possíveis de um jornalista dentro de uma redação. “Produzir, fazer reportagem e editar. Coisas que tu em uma redação não vai conseguir passar por tudo”, salienta. O grupo também trabalha em projetos especiais, como, por exemplo, na elaboração de documentários.

Web
O Núcleo de Web é responsável por administrar e editar o site do Editorial J, além das redes sociais do laboratório. É nele que os estudantes podem desenvolver matérias e pautas para a web, e também projetos para o formato digial. Gabriel Gonçalves, editor de web e estudante do sexto semestre de jornalismo, conta que o núcleo se envolve diariamente com a administração do site e das redes sociais. “Os alunos dos outros núcleos também acabam produzindo para web, visto que a maior parte das pautas pensadas durante a semana também são publicadas no nosso site”, acrescenta o editor. Gabriel vê como um grande benefício trabalhar com plataformas de conteúdo online, pois são bastante utilizadas e exigidas no mercado de trabalho, além de aprender a pensar em pautas para o formato de web.