Com mais vôos e acordo entre ANAC e companhias aéreas, passagens para a Copa do Mundo têm preços razoáveis

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou 1.973 novos voos, chamados slots, para a Copa do Mundo no Brasil. Um dos motivos para a oferta dos slots foi o aumento de preços das passagens no período do Mundial, considerado abusivo.

Com a dispinibilidade de mais voos, o preço das passagens recuou. Como fiscaliza quinzenalmente o preço das passagens, a Agência não acredita que os preços subam novamente. Caso práticas abusivas sejam identificadas, recomenda-se entrar em contato com os órgãos de defesa do consumidor e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A ANAC não sabe quantos desses voos extras vão ser destinados ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. As companias estão revisando suas malhas áereas, então ainda não é possivel ter uma estimativa de quais rotas, horários e empresas serão atingidas pela inserção dos voos. A agência informa que as companhias aéreas entraram em acordo e estipularam um teto de R$ 999 para cada trecho de uma viagem.

O Editorial J simulou no site Decolar a compra de uma passagem da Argentina para Porto Alegre no dia 24 de junho, um dia antes da partida entre Nigéria x Argentina, com retorno a Buenos Aires no dia 26 de junho. A passagem mais cara foi a da companhia TAM, que sai por R$ 1.899. O preço mais em conta é da companhia Gol, na qual a passagem custa R$ 1.064 para nos dois trechos.

Se o porto-alegrense quiser ver um jogo da seleção brasileira em São Paulo, contra a Croácia, terá que desembolsar R$ 283 (já incluídas as taxas) pela companhia Avianca, indo dia 11 de junho e voltando dia 13. A mais cara fica por conta da da Gol, que cobra R$ 428, também com taxas inclusas.

Texto: Jéssica Moraes (3º semestre)