Começa com novidade a campanha de vacinação contra a gripe

Professores da rede pública e privada estão entre o público-alvo

  • Por: Mariana Gomes Puchalski (2° semestre) | 20/04/2017 | 0
Porto Alegre, RS - 04/04/2017 SMS, através da CGVS/Núcelo de Imunizações, recebe primeiro lote de vacinas vírus Influenza (gripe) 2017. Local: Sede CGVS Foto: Cristine Rochol/PMPA

Foto: Cristine Rochol/PMPA

Começou nesta segunda-feira (17/04), a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe em Porto Alegre, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde e que se estenderá até o dia 26 de maio. O Dia de Mobilização Nacional para campanha, conhecido como dia D, será no sábado, dia 13 de maio, com atendimento ao público-alvo em todas as unidades de saúde, das 8h às 17h.
A campanha tem como meta imunizar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários. A vacinação está disponível para idosos com mais de 60 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há até 45 dias (puérperas), crianças com seis meses a menores de cinco anos com carteira de vacina, população indígena, pessoas entre cinco e 59 anos portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e condições clínicas especiais, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e professores da rede pública e privada, sendo obrigatória a comprovação.
A novidade da campanha é que os professores da rede pública e privada passaram a ser incluídos no público-alvo. Uma sugestão dada pelo Secretário Estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, é que, “ao invés dos professores se deslocarem até o posto de saúde, equipes volantes irão até a própria escola”. Quando a vacinação ocorrer em pré-escolas, as equipes irão vacinar crianças com menos de cinco anos. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre acatou a recomendação.
Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, ainda não está concluído o cronograma das escolas onde as equipes volantes irão vacinar os professores. Por enquanto, os docentes das escolas públicas irão ter que se dirigir aos postos de saúde.
De acordo com a supervisora do Colégio Estadual Piratini, Maria Reni Machado, “houve alguns casos de professores com gripe leve e licença saúde, mas por pouco tempo em 2016”. E ela ressalta que, “a vacina é uma forma de prevenção, pois os professores lidam diretamente com os alunos”.
Segundo Rogério Rodrigues, técnico de enfermagem do Posto de Saúde Fradique Vizeu, unidade no bairro Navegantes, a procura da vacina pelos professores ainda é minoritária: a maior parte está sendo de idosos e funcionários do posto.