Desabrigados iniciam volta para casa

Defesa Civil aponta tendência para os próximos dias de desocupação do Ginásio Tesourinha

  • Por: Wellinton Almeia (1º sem) | Foto: Wellinton Almeida (1º sem) | 27/10/2015 | 0

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Ginários Tesourinha abriga as vítimas da enchente 

Desde 11 de outubro abrigadas no Ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, as famílias se preparam para iniciar a volta para casa na Ilha Grande dos Marinheiros. Segundo Hélio Oliveira, secretário adjunto da Defesa Civil, “a chuva  prevista para os próximos dias em Porto Alegre deverá ser espaçada, e não deve atrapalhar na volta das famílias à Ilha”.

A previsão do secretário da Defesa Civil foi feita nessa segunda-feira (26), quando cerca de 200 pessoas, entre elas 50 crianças, vindos da Ilha Grande dos Marinheiros, ainda se encontram no Ginásio Municipal Osmar Fortes Barcellos, na Avenida Érico Veríssimo.

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Hélio Oliveira, secretário adjunto da Defesa Civil

Apesar das chuvas previstas para a Capital nos próximos dias, Hélio Oliveira acredita que isso não deverá afetar as famílias abrigadas no ginásio por que o volume de água que atinge as ilhas não vem de Porto Alegre que tem um sistema quase totalmente resolvido de drenagem, o que impede grande alagamento. O montante de água que chega às ilhas vem da região norte do estado, que larga dentro do Guaiba um volume de água excessivamente alto, fazendo com que o lago não dê conta de desembocar a água na Lagoa dos Patos, explicou o secretário.

Se o nível do Guaíba continuar baixando será possível a entrada de moradores na maior parte das ilhas. Se o processo de queda continuar, a tendência é que, até o fim de semana, algums dos desabrigados comecem a retornar à Ilha Grande dos Marinheiros.

Os moradores da Ilha anseiam a volta para casa e já organizavam seus pertences. No ginásio, mesmo com água quente para o banho e os alimentos, as famílias da ilha não se sentem confortáveis. A baixa iluminação, a falta de privacidade e o intenso e constante ruído são alguns dos problemas do abrigo que eles apontam. Colchões, televisores e roupas são os ítens que a maioria das famílias trouxe e que tentam proteger do pouco que sobrou cercando-o com folhas de papelão.

O transporte de volta deverá ser realizado pela prefeitura. O ritmo de doações diminuiu e, devido ao período prolongado, as necessidades vão além de alimentos e roupas. Cortadores de unhas e roupas íntimas foram alguns dos ítens que os desabrigados precisaram na semana passada. Nos últimos dias, o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), na Avenida Princesa Isabel, 1.115, também passou a receber doações de móveis e eletrodomésticos, auxiliando no primeiro momento da chegada das famílias, que perderam tudo, à antiga moradia.