Desafio Slow Fish promove conscientização sobre consumo de peixes

  • Por: Rafaella Câmara(3º semestre) | Foto: Sebastián Mena (Flickr/Creative Commons) | 31/03/2015 | 0

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Um almoço com amigos para saborear peixes é um fato rotineiro na semana que antecede a Páscoa. Mas, não no caso da refeição que a professora do curso de Gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Tainá Bacellar Zanetti pretende oferecer aos amigos com peixes adquiridos na Ilha da Pintada. Este almoço faz parte do Desafio Slow Fish, movimento que defende o consumo consciente de peixes.

A ideia do desafio é instigar as pessoas a serem mais conscientes sobre o seu alimento, através da troca de receitas e de informações sobre o pescado escolhido. Algumas questões sobre o tamanho do peixe, se corre risco de extinção ou se está em período fértil são alguns dos pontos a serem analisados antes da escolha para consumo. As receitas e informações sobre os peixes são publicadas no site do Slow Food Brasil.

A professora Tainá Zanetti explica que o movimento visa divulgar os benefícios da compra de produtos frescos, diretamente do produtor. O desafio também quer aproximar a produção ao consumidor, sem tanta interferência da indústria alimentícia pois acredita ser esta a forma mais segura e saudável de consumir os alimentos. “Você é responsável por aquilo que entra dentro de você e deve ter direito a esse tipo de informação para, então, fazer uma escolha consciente das implicações do alimento. A maneira como é feita a escolha de consumo do alimento reflete nas organizações de sistemas alimentares, sejam eles convencionais, sustentáveis, orgânicos, locais ou agroecológicos”, diz a professora.

O Desafio Slow Fish ocorre nos dias 3, 4 e 5 de abril e faz parte do movimento mundial Slow Food que busca resguardar e promover um consumo consciente dos alimentos. De acordo com Carolina Sá, participante do Movimento Jovem Slow Food, é uma questão de escolha pessoal e de prioridades, e a partir disso, dependendo do engajamento, se participa das ações mais práticas ou não. Já Caio Dorigon, um dos representantes do Slow Food no Rio Grande do Sul, observa que este é um ato simbólico político, aproveitando a época da Páscoa em que há maior consumo dos pescados.