Destino certo para lixo eletrônico

A cada ano, um novo modelo de computador. A cada semestre, um celular diferente. Compra-se um equipamento moderno e, meses ou anos depois, ele se torna obsoleto. O que fazer com o lixo tecnológico que se amontoa em casa? Com o objetivo de alertar a população sobre o destino adequado para esse tipo de material, aconteceu a 3ª Feira de Descarte de Equipamentos Eletrônicos, no dia 30 de junho, no estacionamento da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.

O evento ocorreu das 9h às 18h e juntou milhares de moradores que vieram doar equipamentos e periféricos convencionais de informática, computadores antigos, câmaras digitais, baterias e celulares. Teve gente entregando até micro-ondas. A feira foi uma realização conjunta da Empresa de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) do Gabinete de Inovação e Tecnologia (Inovapoa) e Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

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Os visitantes ficaram impressionados com um robô de dois metros e 30 cm de altura exposto, produzido com sucata eletrônica e movido por controle remoto. Ele abraçou crianças, cantou, dançou e agradeceu as doações. Provou que é possível fazer inventos geniais a partir da reciclagem.

“Temos a expectativa de arrecadar mais de 30 toneladas de resíduos tecnológicos na edição desse ano”, afirmou a secretária municipal de Inovação e Tecnologia, Deborah Pilla Villela. “Mas a iniciativa faz parte de uma campanha muito mais ampla. Queremos avisar a sociedade sobre os pontos de coleta fixos no município para o descarte desses equipamentos. Caso eles sejam depositados em local incorreto, causam uma série de problemas e doenças”.

Segundo a secretária, o lixo bem aproveitado gera emprego e renda. A meta da prefeitura é capacitar moradores de rua, carroceiros e condutores de carrinhos para que eles trabalhem com essa forma de desmontagem. A campanha tem o slogan “Não devolva para a natureza o que ela não produziu” e atenção aos três Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. “Com um trabalho voltado para os eixos ambiental, econômico e social, pretendemos tornar Porto Alegre referência de gestão de resíduos sólidos”, mencionou Deborah.

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Danila Volpato, formada em Educação Física, e o marido fizeram doações. “É bom se livrar dos ‘cacarecos’… Assim ajudamos o meio ambiente e limpamos a nossa casa também! Eu não sabia que existiam pontos fixos para o depósito de resíduos eletrônicos. Fico feliz com isso”. Thiago Oliveira Ribeiro trouxe os materiais da sua empresa. Antes colocava tudo no lixo comum, pois achava que a prefeitura se encarregaria da separação. Agora sabe que deve fazer a sua parte para a sustentabilidade do planeta.

Os alunos do projeto Robótica Educacional da Escola Municipal Judith Macedo foram à feira para acompanhar o processo de desmontagem. “Eles estão aprendendo o quanto os componentes químicos das máquinas podem afetar o equilíbrio ecológico”, explicou a professora orientadora do grupo, Luiza Mara de Vasconcelos.

Os equipamentos arrecadados foram encaminhados à empresa de reciclagem, parceira do município (Trade Recycle), responsável pelo transporte, desmonte, triagem, desmanufatura e reciclagem dos componentes.

Postos de coleta

Fora do período da feira, a prefeitura de Porto Alegre mantém quatro postos para coleta de materiais eletrônicos à disposição da população
que funcionam em horário comercial:

• Capatazia do Gasômetro: Avenida João Goulart, 158
• Seção Norte: Travessa Carmen, 111
• Procempa: Avenida Ipiranga, 1.200
• Capatazia da Glória: Rua Carvalho de Freitas, 1.012.

Texto e fotos: Alina Souza (6º semestre)