Doze anos de pesquisa e um outro olhar sobre a vida de Maria Thereza Goulart

Jornalista Wagner Willian fala em palestra sobre as suas motivações para fazer uma biografia

  • Por: Liliane Moura (1° semestre) | Foto: Liliane Moura (1° semestre) | 23/05/2019 | 0

Imagina você sair exilado de seu país com a sua família, voltar anos depois com seu esposo já morto e ter a sua história contada pelo o seu inimigo político? A trajetória de Maria Thereza Goulart, esposa do presidente Jango exilado no Uruguai em 1964 por conta do golpe militar, é cheia de silêncios, altos e baixos e acusações de inimigos. Esta narrativa instigou o jornalista Wagner Willian a mergulhar numa pesquisa de 12 anos – na forma de coleta de dados e entrevistas – que deu origem ao livro “Uma Mulher Vestida de Silêncio”.
“ Destruir a imagem que se tinha, apresentar uma nova versão, pois foram 20 anos de silêncio e de censura. A motivação é fazer justiça […] O livro é a visão dela”, contou em palestra a estudantes da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos, nesta terça-feira dia 21 de maio. Por isso ele se empenhou na busca de novas versões: “Sempre correndo atrás de fatos inéditos”.
Em entrevista conta que o seu principal objetivo é desmitificar conceitos equivocados que são resquícios do período militar: que ela era uma mulher fútil e que Jango era comunista. Ambos os fatos a incomodavam muito.
Também, falou da importância do livro com o contexto atual: “ Eu acho necessário este livro para termos uma referência, estabelecer uma comparação” analisa o jornalista.