Editorial J testa serviço do Uber no primeiro dia de operação em Porto Alegre

30 motoristas credenciados pelo aplicativo iniciaram suas atividades na tarde desta quinta-feira (19), na capital.

  • Por: Juliano Barañano (2º semestre) | 19/11/2015 | 0

Uber

Tratado pelo governo como clandestino e ao mesmo tempo despertando a curiosidade da população, os 30 motoristas credenciados pela Uber em Porto Alegre iniciaram suas atividades na tarde desta quinta-feira (19). O Editorial J decidiu testar o funcionamento do aplicativo logo nos seus primeiros minutos de funcionamento na Capital. Para a avaliação, foi selecionada uma rota que partia da PUCRS até o Shopping Praia de Belas. O motorista demorou seis minutos para chegar até o local solicitado. Dentro do veículo, uma série de mimos são oferecidos aos passageiros como água, bombons e carregador para o celular.

Para o motorista, que prefere não ser identificado, o Uber não veio para concorrer com o serviço de táxi tradicional, mas para gerar uma nova opção mais confortável de transporte para os passageiros da Capital. Utilizando o carro próprio, um Nissan Versa, ele afirmou que nunca havia feito transporte remunerado de pessoas e que ainda tem outra fonte de renda além do serviço de motorista. “Vejo o Uber como uma experiência de mercado, se valer a pena me dedico somente ao Uber”, afirmou ele.

nota uberSegundo instruções da empresa o veículo deve ter ar-condicionado e não pode ser anterior ao ano de 2008. Para ingressar como motorista o candidato, deve possuir um veículo próprio, ser devidamente habilitado e não possuir antecedentes criminais. A empresa transfere 75% do valor da viagem para o motorista do UberX, atualmente o único serviço da empresa em funcionamento em Porto Alegre. A tarifa é cobrada direto no cartão de crédito. Na experiência do Editorial J, o valor cobrado foi R$ 18,00. Ao final da viagem, o aplicativo solicitou ao usuário a avaliação do carro e do motorista.

Nas redes sociais, muitas pessoas declararam apoio ao início do serviço na Capital. “Sou a favor do Uber, pois vejo cada taxista sem preparo para ser motorista. Tu estás pagando pelo serviço e o mínimo que merecemos é um atendimento de qualidade”, disse um internauta. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) afirma que o serviço prestado pela empresa não é regulamentado, o que o torna clandestino. Se os motoristas da Uber forem flagrados em serviço, terão de arcar com a multa equivalente a R$ 5.860,00 e poderão ter o veículo apreendido.

Em nota, Luiz Nozari, presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, afirma que o aplicativo concorre de forma desleal. “É necessário que a lei vigente seja respeitada e cabe à EPTC fiscalizar e aplicar as penalidades previstas para quem descumpri-la”, comenta Nozari. Apesar do conforto que a viagem proporciona, o fato de estar em um carro que não pode ser identificado, e que presta um serviço não regulamentado, ainda deixa no usuário uma sensação de medo e clandestinidade.