Epidemia de sarna fecha departamento da UFRGS

Última desinsetização do Departamento de Arte Dramática (DAD) foi realizada em janeiro, e a limpeza estava dentro do prazo garantido pela prestadora do serviço

  • Por: Vitória Miranda (1º sem.) | 24/06/2016 | 0

As aulas no Departamento de Arte Dramática, do Instituto de Arte da Ufrgs,  foram suspensas na última quarta-feira (23) após alunos cobrarem medida emergencial de combate a um surto de sarna no estabelecimento. Situado na Rua General Vitoriano, no centro de Porto Alegre, o prédio fica separado da sede do Instituto de Arte.

Segundo Mesac Silveira, chefe do Departamento, alguns casos isolados da doença haviam sido relatados durante a última semana. Desde então, a equipe de limpeza da universidade estava higienizando móveis e salas de aula com produtos desinfetantes comuns. Durante esta semana, porém, os casos as ocorrências aumentaram e os alunos manifestaram apreensão ao frequentar o local. Pressionado por uma atitude, o coordenador do curso, com o apoio de Suzana Lorelei, diretora do Instituto, decidiu fechar o prédio para desinfecção química.

Isadora Fraga Ribeiro, 20 anos, estudante de Teatro na Ufrgs, contabiliza pelo menos 20 colegas diagnosticados com sarna. Ela não pegou a doença, mas relata a possibilidade de haver mais casos não diagnosticados. Segundo ela, o assunto foi levado à assembleia de alunos e professores na última segunda-feira (20) e, posteriormente, ao coordenador do curso.

De acordo com o relato de Antônio Carlos, coordenador do núcleo de infraestrutura da UFRGS, o prédio do Departamento de Arte Dramática já havia passado por uma desinsetização em 29 de janeiro deste ano. Segundo ele, a universidade pode requerer essa assistência ao término da garantia do serviço. A última desinfecção, portanto, está dentro dos seis meses de segurança estimados pela empresa contratada. Diante do surto de sarna, o setor encaminhará um novo ofício ao órgão de Superintendência de Infraestrutura (SUINFRA) para exigir outra visita da empresa dedetizadora.

Não há estimativas de quantos estudantes foram contaminados pela doença. Segundo o chefe do Departamento, os alunos, já em fim de semestre, estão negociando com seu professores novas datas para as avaliações. Mesac afirmou ainda que a faculdade deverá funcionar normalmente depois do controle da epidemia. A sanitização está marcada para a próxima semana e, dependendo do ciclo de contágio do patógeno, as aulas serão retomadas em seguida.