Evento incentiva o não preconceito com deficientes e proporciona momentos de diversão ao público

Faltam pouco mais de 700 dias para as os Jogos Paralímpicos no Brasil, mas nunca é tarde ou cedo demais para incentivar projetos que visem a redução de preconceitos. Nas Paralimpíadas há a presença de diversos esportes que sofrem alterações ou são criados exclusivamente para serem praticados por pessoas que tenham algum tipo de deficiência. Os desafios são muitos e para auxiliar a população na compreensão do trabalho que é realizado para superar limites, o evento Experimentando Diferenças, promovido em setembro num shopping da capital, fez com que adultos e crianças se tornassem atletas paralímpicos por alguns minutos.

É possível jogar basquete e praticar atletismo em cadeira de rodas ou jogar futebol vendado. Tudo para que as pessoas pudessem sentir na prática que limitação nenhuma é suficiente para interromper sonhos. “São muitas histórias de superação, os atletas estão chegando a níveis cada vez mais altos. Aqui, olhando as fotos e praticando os esportes, as pessoas podem perceber isso”, explicou Cássio Fernando Cunha, coordenador do evento, que é patrocinado pela Caixa Econômica Federal e está circulando por todo o Brasil.

Ademar Spohn, que levou o filho Arthur, 5 anos, para o evento
Ademar Spohn levou o filho Arthur para o evento.

A presença de crianças é grande e todas querem entrar na brincadeira, por isso a importância de que os pais expliquem com clareza o sentido da diversão e usem o acontecimento para fortalecer a necessidade do não preconceito. “Eu tenho um amigo que não tem o braço direito. Meu filho sempre olha com curiosidade e eu tento explicar que não há diferenças. Hoje ele pode ver na prática e ter a noção que todos são iguais. Foi um ensinamento interessante”, contou o empresário Ademar Spohn, que levou o filho Arthur, 5 anos, para o evento.

Os Jogos Paralímpicos de 2016 contarão com 4350 atletas de 176 países que disputarão em 12 dias, 528 provas com medalhas. Um desses esportistas é o Ricardo Steinmetz Alves, 25 anos, que já foi eleito o melhor jogador do Mundo de futebol cinco. Ele mesmo fez questão de participar do ato e interagir com quem quis experimentar a brincadeira. “Mesmo sendo apenas uma simulação é o momento das pessoas tirarem suas dúvidas. As crianças, por exemplo, vão crescer conhecendo as modalidades e entendendo que o deficiente pode se inserir no esporte. Não quero que nos vejam com um coitado, mas sim, como um possível ídolo”, ressalta Ricardinho.

Texto e fotos: Karine Flores (6º semestre)