Experiência da Copa faz Brigada reforçar policiamento da capital

Para amenizar a sensação de insegurança surgida após o final da Copa do Mundo – quando 2000 policiais deixaram Porto Alegre e voltaram para do interior do Estado, a Brigada Militar decidiu reforçar o policiamento da Capital com mais 200 brigadianos. Nessa terça-feira (19.8) os novos integrantes do policiamento começaram a atuar nas ruas de Porto Alegre.

Destes 200, 150 vieram do interior do estado e os demais exerciam funções administrativas na capital. Ao todo, serão 3000 brigadianos atuando em Porto Alegre, sendo que os novos se deslocarão principalmente para as regiões com maiores índices de furtos e assaltos. A definição das regiões ainda está em estudo, mas algumas já são conhecidas como a área da Avenida Assis Brasil e os bairros Centro e Azenha. “Na realidade nos vamos de acordo com os índices de criminalidade captar todos os bairros, logo a intenção é cobrir todos e não apenas alguns”, explica o tenente-coronel Carlos Alberto Selistre.

Os policiais militares deslocados do interior para Porto Alegre estão alojados nos regimentos. Nas ruas, eles se diferenciam dos outros brigadianos pelo uso de um colete refletivo e um gorro branco e predominantemente fazem trabalho a pé (cerca de 80%) e os demais usam viaturas ou cavalos.

A partir de estudo e planejamento foram identificadas as cidades com menores percentuais de criminalidade para, desta maneira, recrutar os policiais. Conforme mencionou o tenente, “vai ocorrer um rodizio, a cada 20 dias teremos um revezamento

desse efetivo, logo não vai afetar em nada o policiamento do interior”. Existem 15 comandos regionais, sendo que cada um cede entre oito e 10 PMS para a coordenação do quarto regimento da policia montada.

“O primeiro ano é experimental. Até dezembro, o sistema continuará com certeza, mas depois dependerá de quem ganhar as eleições que decidirá se mantém essa alternativa”, completa Selistre. Além disso, após o primeiro ano, serão avaliados os dados e verificado se houve melhoria nos índices para então decidir o que será feito.

As reclamações de insegurança partem de lojistas e até dos cidadãos comuns. Segundo dados da Secretaria de Segurança, no primeiro semestre 2014, já ocorreram 17.736 furtos e 11.105 roubos em Porto Alegre.

Texto: Sofia Schuck (2 semestre)