Falta ação federal para ajudar os imigrantes do Haiti e Senegal, diz secretário de direitos humanos

  • Por: Georgia Ubatuba(4º semestre) | 26/05/2015 | 0

Ocupado em tomar medidas para receber os imigrantes haitianos e senegaleses em Porto Alegre, o secretário municipal dos Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, não esconde o desconforto com a surpresa da notícia da chegada e reclamada falta de ação mais clara do Ministério da Justiça com relação a este fluxo migratório. A prefeitura de Porto Alegre e outros municípios afetados aguardavam no dia 25 de maio a confirmação de uma reunião no Ministério da Justiça para tratar do problema.

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Na galeria de fotos abaixo, conheça o local onde os imigrantes ficarão hospedados:

A prefeitura recebeu a informação sobre o deslocamento dos haitianos e senegaleses quando as viagens estavam se iniciando no Acre, de modo que restou pouco tempo para se preparar adequadamente. Marcantônio destaca que este grupo tem sorte, pois, com a experiência adquirida em novembro do ano passado, ao receber a primeira leva de haitianos, agora “já sabemos como recebê-los”.

Uma iniciativa que irá ajudar os novos imigrantes a se sentirem mais aconchegados será a recepção dos haitianos que estão em Porto Alegre desde 2014. Além de servirem como intérpretes, ajudando na comunicação entre município e migrantes, aproximá-los de uma cultura semelhante contribui para a adaptação. “Eles vêm muito assustados”, afirma Marcantônio. O secretário contou que os haitianos são muito humildes e muitos deles têm boa formação escolar. Eles vêm para o Brasil em busca de trabalho e para darem um melhor auxílio aos familiares que ficaram no Haiti e Senegal.

O padre João Marcos Cimadon, da Pastoral do Migrante da Igreja Católica, disse que o auxílio possível neste caso é fazer a intermediação para empregar as pessoas. “As empresas entram em contato com a pastoral em busca de mão de obra, e nós indicamos essas pessoas para as vagas”, explica. Além disso, a Pastoral ajuda com alimentação e roupas para os imigrantes.

No Centro Humanístico Vida, no bairro Rubem Berta, os imigrantes recebem alimentação, assistência médica, colchões e agasalhos para dormir.