Festival da Canção Francesa tem sua 6ª edição em Porto alegre

Aconteceu na segunda-feira, 9 de setembro, o 6º Festival da Canção Francesa de Porto Alegre. Organizado pela Aliança Francesa (AF), o evento lotou o Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa e reuniu artistas de todo o Estado para uma competição, que tem como prêmio uma viagem para Paris e a classificação para a final nacional. Essa será realizada no dia 25 de setembro, em Brasília, onde se apresentaram os finalistas das 46 AFs do Brasil. Neste ano, o vencedor gaúcho foi Phillipe Philippsen, que ganhou com sua interpretação de “Elle me dit”, do cantor Mika.

As canções apresentadas foram escolhidas pelos cantores em uma lista disponibilizada pela AF com 100 músicas, que iam das mais clássicas, como Edith Piaf às mais modernas, como a cantora Mademoiselle K, com marcada preferência dos artistas por músicas do atual cenário francês. Ao exemplo do participante César Pereira, 26 anos, que interpretou “Ni oui ni non”, da cantora Zaz, cuja estreia foi em 2011. A razão para a escolha dessa canção foi sua identificação com o estilo rústico da cantora, segundo o intérprete.

Paul Barascut, assessor da AF, credita o sucesso do festival, que começou na Capital para depois tornar-se nacional, ao fato das canções serem selecionadas pelos músicos gaúchos. “Como a música é escolhida pelos candidatos de acordo com seus gostos individuais, neste momento já existe um filtro do gosto gaúcho, pois o candidato também é daqui, e por isso é mais fácil o publico interagir com a música apresentada”, explica.

O espetáculo é, há seis anos, uma oportunidade para o público portoalegrense interagir com uma cultura sem visibilidade na grande mídia. O mérito do festival para Barascut, é exatamente esse: “Apresentar ao público novas músicas e, assim, possibilitar que as pessoas ampliem o seu repertório cultural”. Sobre o fato a cultura francesa ter pouco espaço no Brasil, Perreira acredita que há relação com o estereótipo do francês: “Acho que a cultura francesa acaba sendo um pouco elitizada, à medida que existem fatores que distanciam a maioria das pessoas, como a língua ou a relação que se faz com a cultura francesa, que seja algo chique, por exemplo. Disse ele. Mas isso é um preconceito, creio inclusive que essa canção que eu escolhi desmente um pouco isso.”

Além da apresentação dos competidores deste ano, houve dois pocket shows com as vencedoras do festival regional e do nacional no ano passado, além uma não programada jam session da banda, composta por Otavio Moura (bateria e direção musical), João Maldonado (piano), Bruno Vargas (baixo) e Claudinho Fuhrmann (guitarra).

Texto: Nicole Loss (2° semestre)
Foto: Emílio Camera (3° semestre)