Fotógrafos discutem uso do aplicativo Instagram

O Instagram é um aplicativo da Apple que permite personalizar fotos com filtros em estilo vintage ou desfocadas. Até então disponível apenas para produtos com o sistema operacional iOS, foi lançado nessa terça, 3 de abril, para os smartphones que utilizam o Android, da Google. Popular, com mais de 5 milhões de usuários, era esperado por muitos usuários, inclusive fotógrafos.

Andressa Barros, estudante de jornalismo e fotógrafa freelancer foi uma das primeiras a baixar a nova versão no celular. Ela vê o programa como um instrumento do fotógrafo para divulgar o trabalho de uma forma diferenciada nas redes sociais.

Outro usuário assíduo é Talles Kunzler, fotógrafo do Kzuka. Para ele, o aplicativo é um “Twitter da imagem, onde mostro o que estou fazendo através de fotos”. Os diferentes filtros que o programa oferece dão um upgrade na imagem, mas não significa que podem salvar uma foto ruim. Gilson Oliveira, da Assessoria de Comunicação da PUCRS, afirma que “o problema é que não existe conceito”. Ele percebe que a maioria das fotos publicadas nas redes sociais têm ímpeto pessoal.

Aliás, o maior medo dos fotógrafos é a banalização das imagens, apenas uma “foto pela foto”, sem uma mensagem que sustente o uso desta linguagem para a sua expressão. Dessa forma, não importa quantos filtros são usados, mas sim o real significado da mensagem. Em defesa das fotografias tradicionais, o professor Elson Sempé Pedroso, disse que nada que o celular parece fazer compara-se com o poder de uma câmera profissional.