Governo de Bolsonaro é considerado regular por mais da metade do público do Fórum da Liberdade

Entre os questionados, 25% consideram o Governo ótimo/bom

  • Por: Lara Moeller (1º semestre), Maria Eduarda Rocha (3º semestre) e Martina Santos (1º semestre) | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil | 16/04/2019 | 0

Entre os participantes do Fórum da Liberdade 2019, evento liberal, aproximadamente 50% considera a atuação do presidente Jair Bolsonaro regular. A avaliação da Reforma da Previdência, por outro lado, é positiva pela maioria das pessoas. Os dados foram obtidos pelo Editorial J através de um questionário aplicado aos participantes do evento em razão dos 100 primeiros dias do governo de Jair Bolsonaro.

O governo do atual presidente Jair Bolsonaro tem causado debates desde que tomou posse, há pouco mais de 4 meses. Dentre as principais propostas na área econômica está a Reforma da Previdência, além de uma agenda liberal.

O Fórum da Liberdade aconteceu nos dias 8 e 9 de abril no Salão de Atos da PUCRS.
Na sua 32º edição, o Fórum trouxe a temática “Brasil: aberto para reformas?” e reuniu cerca de 5 mil participantes nos dois dias.

Duzentas pessoas foram entrevistadas no saguão de entrada do evento. Quanto à avaliação geral da presidência atual, 25% a classificam como ótimo/bom; já 17%, consideram ruim/péssimo. Mais da metade do grupo, no entanto, o julga como regular, compreendendo uma porcentagem de 54,5%. E 3,5% optou por não responder.

A pergunta feita pelo Editorial J seguia a estrutura de pesquisas realizadas pelo Datafolha. Na pesquisa do instituto paulista sobre os 100 primeiros dias de governo, no dia 8 de abril, pouca divergência é percebida entre as três opções: regular (33%), ótimo/bom (32%) e ruim/péssimo (30%). As maiores variações são notadas ao comparar esses dados com os obtidos pelo Editorial J – principalmente nas categorias “ruim/péssimo” e “regular”.

Ao dividir o público por idade, o apoio ao presidente diminui com os mais novos: 16,2% do público de até 25 anos o consideram ótimo/bom. Já no grupo com 26 anos ou mais, essa porcentagem dobrou, representando 37,3%. Com essa variação, a classificação como regular diminui cerca de 20 pontos percentuais entre os entrevistados com idade mais avançada. As alternativas “ruim/péssimo” e “não sei/não quero responder” não demonstraram grande divergência.

 

A avaliação da Reforma da Previdência pelo público do evento, por outro lado, é positiva. A maioria (58%) concorda integralmente com a Reforma da Previdência proposta pelo governo. Outros 26% concordam parcialmente, 11% não concordam e 5% preferiram não responder. Segundo pesquisa do Datafolha da quarta-feira (10), a nível nacional, 51% dos brasileiros com mais de 16 anos são contra a proposta de Reforma da Previdência.

O percentual de entrevistados com mais de 25 anos que não concorda com a Reforma da Previdência (7,7%) é duas vezes maior do que os de jovens com até 25 anos (15,7%). O número de jovens e adultos que concordam parcialmente com a proposta também teve variação. Os participantes da pesquisa com 25 anos ou menos correspondem a 31,6% do público que concorda parcialmente, enquanto os adultos mais de 25 correspondem a 18,1%. No entanto, o percentual de entrevistados que apoia a Reforma é equilibrado entre ambas as idades. Entre os menores de 25 anos, a Reforma tem 56,4% de aprovação, e para o público de 26 anos ou mais é de 60,2%.

 

Perguntou-se também se o público tinha conhecimento do modelo atual de Reforma da Previdência, com uma resposta 92% positiva. A proposta de reforma ganhou destaque neste início de mandato do presidente Jair Bolsonaro. Dentre as mudanças apresentadas estão a implantação de uma nova idade mínima para receber o benefício e aumento no tempo de contribuição para homens e mulheres. Além disso, as alíquotas de trabalhadores do setor público e privado que ganham até R$ 5.839,45 passam a ser iguais.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência também será alterado. Hoje, idosos com mais de 65 anos com renda mensal inferior a um quarto de salário mínimo e deficientes independente da idade recebem o benefício de um salário mínimo. Na nova proposta, idosos receberão R$ 400,00 a partir dos 60 anos e um salário mínimo a partir de 70. O BPC para deficientes não teve alterações.

Para os Militares foi elaborada uma proposta à parte, que inclui o aumento no tempo de contribuição de 30 para 35 anos e aumento na alíquota de contribuição. O governo prevê também algumas reestruturações na carreira militar, como forma de compensar as mudanças previdenciárias.

O questionário não possui validade estatística, e foi produzido para fins ilustrativos.