22º Grito dos Excluídos(as) condena impeachment de Dilma Rousseff

Na Capital, ato pede a saída do presidente Michel Temer, além de condenar sistema capitalista

  • Por: Sofia Lungui (2º sem.) | Foto: Pedro Braga (5º sem.) | 07/09/2016 | 0

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Na Capital, a 22ª edição do Grito dos Excluídos(as) reuniu diversas entidades e movimentos sindicais e sociais, na manhã de 7 de setembro. Entre as entidades participantes estavam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Servidores Federais (Sindserf) e a União da Juventude Socialista (UJS). O ato, que ocorre todos os anos em diversas cidades brasileiras durante a Semana da Pátria, reivindicou, além das demandas pauta social e econômica, a saída do presidente Michel Temer.

“Nós vemos no Grito dos Excluídos um espaço para mostrar que o trabalhador brasileiro está sendo excluído pelo sistema capitalista. O trabalhador tem seus direitos ameaçados hoje, ainda mais, neste momento de golpe no Brasil. Há uma grande ofensiva por parte dos empresários e do governo Temer de retirar direitos. Sejam trabalhistas, sejam da Previdência, sejam sociais” afirmou Ademir Wiederkehr, secretário de comunicação da CUT-RS e diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

O grupo, que contou com cerca de 1,5 mil manifestantes de acordo com a organização, iniciou a concentração às 9 horas em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, que está ocupado por camponeses do MST desde a segunda-feira (5). Pelas 9h40, partiram em direção à esquina das avenidas Ipiranga e Beira-Rio, em duas filas junto ao caminhão de som. Entoaram gritos de “Não à reforma da Previdência” e “Fora Temer”. Carregaram cartazes com dizeres “Temer Jamais”, além de uma frase do Papa Francisco que serviu de inspiração para o lema deste ano: “Nenhum camponês sem terra, nenhuma família sem moradia, nenhum trabalhador sem direitos”. Todo ano o evento possui um lema. O deste ano denuncia “Este sistema é insuportável. Exclui, degrada e mata!”.

IMG_9625Houve momentos de tensão após a chegada dos manifestantes à Av. Edvaldo Pereira Paiva, onde transcorria o desfile cívico-militar de 7 de setembro. Para não prejudicar o desfile, o exército bloqueou a passagem dos protestantes, com a tropa de choque. O grupo permaneceu naquele local por cerca de uma hora, aproveitando para dar espaço às mainifestações de representantes das entidades.

“O que está em curso no Brasil não é uma simples luta de poder entre os partidos, mas uma tirania do poder econômico, no mundo inteiro, priorizando os lucros e movida pela ganância. E para isto, precisa saquear mais as riquezas das nações e explorar mais a classe trabalhadora”, ressaltou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Por volta das 11h30min, o ato retornou ao ponto de partida, na Av. Loureiro da Silva, onde foi encerrado sem conflitos. O Grito dos Excluídos(as) surgiu em 1995, por iniciativa das Pastorais Sociais, com o objetivo de denunciar a exclusão e colocar a vida dos sujeitos em primeiro lugar.