Insinuações e número de Estivalete marcam o último debate dos candidatos a governador do RS

“Maracutaia” e “28” foram as palavras mais proferidas no último debate dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, no dia 30 de setembro. Realizado pela RBSTV, com transmissão pela Rádio Gáucha, o encontro entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Progressista (PP) foi marcado por troca de insinuações maldosas entre Tarso Genro e Ana Amélia Lemos, líderes das últimas pesquisas realizadas. Participaram também José Ivo Sartori (PMDB), Vieira da Cunha (PDT), Roberto Robaina (PSOL) e Edison Estivalete (PRTB).

Até o fechamento desta matéria, o candidato Estivalete permanecia nos assuntos mais falados (trending topics) de Porto Alegre no serviço de microblogging Twitter. Estivalete foi alvo de piadas por recitar seu número, 28, a cada pronunciamento no debate.

Estivalete também foi mencionado nas redes sociais após responder à pergunta de Roberto Robaina sobre sua posição quanto ao casamento homoafetivo, visto que o candidato apoia Levi Fidelyx – envolvido numa polêmica no debate presidencial do último domingo, ao ofender o público LGBT. “Respeitamos todos os gêneros. Cada um deve andar no seu quadrado e seguir as regras da entidade que frequenta. No meu CTG, não deixaria ter um casamento gay em função das regras, mas pode ficar tranquilo porque a gauchada sabe respeitar o direito e a individualidade do outro”, afirmou.

Citando diversas vezes a ex-governadora, Yeda Crusius, Tarso defendeu-se da acusação de “ter usado dinheiro do povo para fazer maracutaia”, feita por Ana Amélia Lemos. “Meu governo tem um centro de combate e controle à corrupção”, enfatizou. Tarso defendeu-se também da indagação sobre os acessos asfálticos prometidos e não concluídos em seu mandato, explicando que houve problemas nos contratos deixados por Yeda.

Em contrapartida, o atual governador pediu explicações sobre o cargo de confiança que Ana Amélia ocupou em 1986 no Senado. “Não adianta dar explicação, porque quanto maior for a mentira, maior veracidade é dada a ela quantas vezes ela for repetida. O senhor sabe quem ensinou isso, conhece a história”, contrapôs a senadora.

A candidata também foi alvo de piadas nas redes sociais quando questionou Vieira da Cunha sobre privatizações e, erroneamente, citou a Corsan como empresa responsável pelo saneamento de Porto Alegre. “Ana Amélia, quem quer governar o Rio Grande do Sul tem que saber que Porto Alegre é atendida pelo DMAE”, retrucou o candidato do PDT.

Além de privatizações, foram abordadas também no debate questões sobre educação, obras atrasadas, segurança pública, dívida do Rio Grande do Sul com o Estado e corrupção, fazendo referência, principalmente, ao caso da Petrobrás. O debate foi marcado também por questionamentos quanto às coligações existentes para esta eleição, principalmente referindo-se a apoios de partidos com ideologias diferentes. A eleição para presidente da República, governadores dos Estados, senador, deputado federal e estadual acontece no domingo, dia 5 de outubro.

Texto: Patrícia Lapuente