Jean Wyllys prevê corrida presidencial sem Luciana Genro em 2018

Na mesma noite, participou de debate com a advogada Maria Berenice Dias, especialista em direito homoafetivo e direito de família, e Marcos Rolim, jornalista, sociólogo e consultor de segurança pública e direitos humanos

  • Por: Gabriel Bandeira (3° semestre) | Foto: Igor Janczura Dreher (3° semestre) | 30/03/2017 | 0

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Em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa gaúcha, antes de receber a medalha do Mérito Farroupilha, na noite desta terça-feira (28), Jean Wyllys (PSOL) comentou sobre as eleições de 2018. “Depende como estará o cenário político até lá, não sabemos se Lula será preso. O PSOL terá candidato certo. Acho que a Luciana não será a candidata. Agora, é importante para ela conseguir um cargo, pois faz muito tempo que ela não pega um”, respondeu, ao ser questionado sobre quem votaria para a presidência entre Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Luciana Genro (PSOL). O psolista também lembrou que ele e Luciana divergem em alguns pontos, como, por exemplo, o “endeusamento” de Sérgio Moro.

Na mesma noite, o deputado recebeu a medalha do Mérito Farroupilha, distinção máxima da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, após ser escolhido pela deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB).  A condecoração homenageia aqueles que contribuíram para o desenvolvimento social, cultural e econômico do estado. “Fui eleito pela revista The Economist, como uma das 50 personalidades que defendem a diversidade no mundo”, listou Wyllys, explicando seus méritos. A lista foi lançada em 2015, e inclui o ex-presidente norte-americano Barack Obama e o co-fundador da Microsoft, Bill Gates.

A homenagem ao parlamentar criou polêmica entre a oposição, que questionava os feitos de Wyllys para o estado. Na quarta-feira (24), o deputado estadual Marcel van Hattem (PP) havia conseguido que o memorando de Manuela, solicitando que Wyllys fosse hóspede oficial do estado, fosse retirado. Primeiro deputado abertamente gay, Wyllys rebateu: “Isso é homofobia. Essa honraria já foi dada ao Pastor Valdemiro, pego carregando armas.” Wyllys também criticou os argumentos dos opositores, que tentaram desmerecer a sua premiação por ter participado do reality-show Big Brother Brasil. “Se o problema é eu ter participado do BBB, um programa de massa, Ana Maria Braga, uma apresentadora de massa, também já foi homenageada.”

Justificando a escolha, Manuela elencou em seu discurso as posições defendidas pelo deputado, como homofobia, transfobia, prostituição e direitos para mães estudantes. “O Rio Grande faz parte do Brasil. És deputado federal deste país. Fazes leis para os gaúchos, paranaenses e cariocas. Por isso, tu recebes essa medalha, porque tu defendes a muitos de nós gaúchos e gaúchas.”

Além da condecoração, Wyllys veio à Porto Alegre participar do Debate sobre Direitos Humanos, realizado no Teatro Dante Barone. No meio político, além de Manuela, marcaram presença os deputados Jeferson Fernandes (PT), Stela Farias (PT), Miriam Marroni (PT) e Juliana Brizola (PDT), representando a presidência da Assembleia.