Juremir Machado lança livro que analisa as seis primeiras edições do Correio do Povo

  • Por: Camila Lara (2º semestre) | 02/10/2015 | 0
Juremir Machado da Silva
Juremir Machado é colunista do Correio do Povo.          (Camila Lara)

A sala do conhecido prédio da Rua dos Andradas, 972, no Centro Histórico de Porto Alegre, ficou lotada para a sessão de autógrafos de lançamento do livro “Correio do Povo — A Primeira Semana de um Jornal Centenário”. O autor, jornalista e professor da Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS Juremir Machado, explicou que a obra é uma releitura das seis primeiras edições do jornal, cuja o primeiro número circulou em 1º de outubro de 1895.

O lançamento do livro, na quinta (1º) fez parte das comemorações dos 120 anos do jornal que ao ser fundado, circulava de terça a domingo. “As seis primeiras edições, também capítulos do livro, mostram como as pessoas viviam, o que comiam, o que pensavam, os valores que tinham, tudo. Na época acontecia a reforma do Judiciário, era a liberdade de expressão, uma maneira de se olhar no espelho e se perguntar o que não fizeram”, explica Juremir.

A obra é fruto de dedicação e estudo do escritor, que traçou também um perfil de Caldas Junior, fundador do jornal. O pesquisador e jornalista não esconde seu fascínio por Caldas Júnior, um “visionário, com a pressa de um poeta empreendedor que sabe como proceder para mudar certas coisas”.

A sessão de autógrafos contou com a presença, entre outros, do presidente do Grupo Record RS, Reinaldo Gilli, do vice-presidente do Grupo Record e diretor-executivo do Correio do Povo, Cleber Nascimento, e também do deputado estadual Pedro Ruas (PSOL). Juremir recebeu cumprimentos do público como de José Freitas, leitor assíduo do jornal e também admirador. “Eu gosto do Juremir não só como escritor, mas porque ele é inteligente, humilde, simples”, conta Freitas.

No dia dos 120 anos do Correio do Povo, o escritor e colunista do jornal, disse que “é uma honra fazer parte dessa história. Quando eu era pequeno e vim fazer cursinho na Capital, eu vinha aqui na frente e ficava olhando o prédio admirado, mas não tinha coragem de entrar”.