Kim Kataguiri: “Os candidatos são do MBL”

Em entrevista ao Editorial J, o líder do Movimento Brasil Livre fala sobre candidatos do movimento e eleições.

  • Por: Flávia Pereira (2º semestre) | Foto: Laura Dornelles (2° semestre) | 10/04/2018 | 0

O Editorial J entrevistou um dos líderes do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, presente no primeiro dia do Fórum da Liberdade em Porto Alegre, sobre a corrida eleitoral. O candidato à presidência da República apoiado pelo MBL é o empresário Flávio Rocha, dono das Lojas Riachuelo. Em entrevista à repórter Yasmim Girardi, Kim falou do candidato apoiado pelo movimento, sobre suas expectativas para o debate dos presidenciáveis e as notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco.

O presidenciável Flávio Rocha tem história na política. Ele foi eleito deputado federal em 1986 sendo reeleito em 1990 pelo estado do Rio Grande do Norte. Nas eleições de 1994 concorreu à presidência da República. Filiado ao PRB (Partido Republicano Brasileiro) e candidato do partido na disputa pelo comando do executivo é também fundador do movimento Brasil 200, que defende um posicionamento liberal quanto a questões econômicas.

Quando perguntado sobre se os candidatos apoiados vão assumir que são do MBL ou o movimento seria um braço de protesto, Kim responde que os candidatos vão ser do MBL como foram nas eleições de 2016 e cita os vereadores Fernando Holiday em São Paulo e Ramiro Rosário em Porto Alegre como exemplos de candidatos que se elegeram com o movimento, mas utilizando uma legenda. Marcel Van Hattem deputado estadual e candidato a deputado federal pelo NOVO, é um dos nomes gaúchos que tem apoio do MBL.

As expectativas e a certeza de Kim Kataguiri com o debate dos presidenciáveis é um bom desempenho do candidato apoiado pelo movimento. “Flávio vai mandar ver, se não fosse, não seria o meu candidato” afirmou Kim.Kataguiri também foi questionado sobre a página que vinculada ao MBL no Facebook lançando notícias falsas sobre a vereadora Marielle Franco executada no mês passado, no Rio de Janeiro, que foi tirada do ar. Kim afirma que a página não explorou notícias falsas, mas sim repercutiu algo que foi levantado na coluna da jornalista Mônica Bergamo, que foi a fala de uma desembargadora que de fato aconteceu e, portanto, não seria uma fake news. Perguntado sobre o motivo da página ter sido tirada do ar, Kim afirma que na visão do movimento o fato aconteceu por pressão sobre o Facebook. O líder do MBL não especificou de quem seria esta pressão.