Mais haitianos chegam à Capital neste final de semana

  • Por: Tiago Bianchi (8º semestre) | Foto: Annie Castro | 03/07/2015 | 0

Os últimos imigrantes contemplados pela primeira etapa do terceiro convênio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH) com o Governo Federal chegam a Porto Alegre entre essa sexta e sábado (4/07). Para esta sexta-feira está prevista a chegada de um ônibus, às 20h10min, que saiu da cidade de Rio Branco, na terça-feira (30/06), trazendo sete imigrantes haitianos, entre estes duas mulheres. No sábado, 22 horas, outro veículo, que saiu do Acre na quarta-feira (01/07), chegará à rodoviária, desta vez com 15 imigrantes haitianos, tendo apenas uma mulher no grupo.

No grupo desta sexta está também um casal da República Dominicana que entrou no país pela fronteira do Acre e recebeu o mesmo visto de ajuda humanitária. De acordo com o secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, ainda há um terceiro ônibus com chegada prevista para segunda-feira (06/07), trazendo apenas outros três estrangeiros. Como estes já têm locais definidos para ficar em Porto Alegre, a SMDH não precisará se responsabilizar pela chegada e acolhimento dos mesmos.

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Imigrantes haitianos deverão ganhar  alojamento no Centro Humanitário Vida.

Os imigrantes ficarão alojados no Centro Humanístico Vida, localizado na avenida Baltazar de Oliveira García, 2132, que é administrado pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Segundo a socióloga encarregada da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Beatriz Morem, o local abriga até agora 43 imigrantes, a maioria haitianos, alguns senegaleses e gambianos. Eles recebem auxílio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, como o deslocamento até o abrigo e encaminhamentos para vagas de trabalho no Estado. “A maioria não tinha carteira de trabalho, então os documentos estão sendo feitos para eles. Já temos uma relação de ofertas e, agora, verificaremos onde eles se encaixam”, afirma Borem.

Ainda sem apoio
Apesar da situação estar sob controle na situação, o secretário municipal de Direitos Humanos ressaltou a falta de auxílio do Governo Federal na acolhimento aos imigrantes na Capital. “Ainda não veio nenhum real para nós, então estamos aguardando ajuda para qualificar o atendimento e estruturá-lo melhor no Centro Vida”, justifica. As políticas migratórias são responsabilidade do Governo Federal, mas o trabalho até agora ficou apenas nas mãos da secretaria, mesmo sem qualquer ajuda financeira.

Apesar de não estarem previstas mais viagens neste terceiro convênio, Marcantonio estima que ainda podem chegar mais imigrantes na Capital. Mas, para isso, a secretaria precisará avaliar sua capacidade de acolhimento. “Nós vamos continuar a pleitear o recurso junto ao Governo. Nós não vamos deixar de manter o atendimento, principalmente na chegada à rodoviária, mas precisamos de apoio, principalmente no abrigo”, reitera.