Manifestação na Praça da Matriz reúne categorias em apoio a professores

Ato teve início às 14h, na Praça da Matriz, e reuniu diversas categorias contrárias às medidas de austeridade do Governo Estadual

  • Por: Bibiana Garcez (4º semestre) | Foto: Juliana Baratojo (4º semestre) | 03/09/2015 | 0

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Segundo estimativa da polícia, cerca de 1,5 mil servidores estaduais protestaram, nesta quinta-feira (03/9), contra o parcelamento salarial promovido pelo governo de José Ivo Sartori.

Representantes do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) de diversas cidades reuniram-se hoje (03), às 14h, na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre. Outras categorias, como o Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) e o Sindicato dos Servidores da Pesquisa Agrônoma, que não foram atingidos pelo parcelamento de salários, também compareceram para apoiar os professores.

Segundo Solange Carvalho, vice-presidente do CPERS, a estimativa é de que 6 mil pessoas tenham participado do protesto. O Coronel Mário Ykeda, do Comando de Policiamento da Capital, contestou a projeção, dizendo que o ato reuniu cerca de 1,5 mil pessoas.

Thiele Preto, funcionária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, diz que os servidores se viram como podem em função da falta de previsão sobre o pagamento da remuneração mensal. “O que fica de lado é o condomínio, as contas que tem juros menores. Creche do filho, conta do cartão de crédito a gente prioriza”, afirma.

As professoras da Escola Estadual Otávio Mangabeira, na zona sul de Porto Alegre, vendiam quitutes durante o protesto. “Nesse momento em que o governo não está repassando verba para as escolas, nós, mesmo recebendo apenas R$ 600, estamos tirando dinheiro do nosso bolso, como sempre fazemos, para ajudar a nossa escola, que não tem dinheiro nem para comprar papel higiênico”, explica professora Adriana Lucena, ostentando uma faixa com os dizeres “Quitutes dos vadios – você compra uma fatia e o professor sobrevive por mais um dia”.