Manifestação sobre medidas da SMED apenas fora das escolas

Plebiscito pretendido pelo Simpa foi realizado em espaços externos

  • Por: Guilia Machado Cassol (1º semestre) | 29/05/2017 | 0

Para avaliar as medidas referentes à educação adotadas no início deste ano pela Prefeitura de Porto Alegre, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) realizou, na quinta-feira (25), um plebiscito nas escolas. Devido à determinação da Secretaria Municipal de Educação (SMED) que estabeleceu restrições à iniciativa e não reconheceu o plebiscito como tal, o Simpa foi impedido de usar as dependências das escolas para conhecer a avaliação do público escolar.

O plebiscito tinha a finalidade de saber se público que participa das comunidades escolares está de acordo com as novas medidas de ensino que a SMED anunciou, entre essas a redução do tempo de permanência dos alunos com os professores, novos horários de entrada e saída, mais alterações no sistema das reuniões pedagógicas, explicou o diretor do Simpa, Jonas Reis. Diante da determinação da Secretaria Municipal de Educação, o plebiscito foi realizado do lado de fora das escolas municipais de Porto Alegre.

O diretor geral do Simpa também alegou que há enorme carência de recursos destinados às escolas municipais, como a falta de professores nomeados. Como exemplo da carência, ele citou a Escola Municipal São Pedro que, atualmente, tem o maior déficit de professores, 22 vagas não ocupadas.

Segundo informou a assessoria de comunicação da SMED, a iniciativa do Simpa não é reconhecida pela prefeitura por não ter sido enviado um comunicado oficial de que realizaria a consulta. Por esse motivo, a prefeitura enviou um ofício à cada uma das escolas participantes, negando que o espaço escolar abrigasse o movimento e que houvesse a cedência de recursos humanos para a realização da pesquisa de opinião.