Manifestações contra a PEC 55

CUT e sindicatos lideram movimento de paralisação nesta sexta (dia 11)

  • Por: Carolina Vicari (2º sem.) | 11/11/2016 | 0

11/11/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Em Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 55. Foto: Maia Rubim/Sul21
Estudantes pararam o trânsito por alguns minutos durante a manhã. Foto: Maia Rubim/Sul21

Nesta sexta-feira (11), a Central Única de Trabalhadores (CUT) e outras entidades sindicais lideram chamada para o dia nacional de greve e paralisações. O movimento é organizado pelas centrais sindicais e visa garantir direitos, sendo portanto, identificado como a luta por “Nenhum Direito a Menos”. A principal pauta é a PEC 55 (antiga Proposta de Emenda Constitucional – PEC 241) que congela os gastos do governo federal e está, atualmente, em debate no Senado, já tendo sido aprovada pela Câmara dos Deputados.

Em Porto Alegre, os sindicatos que aderiram ao movimento são, além da CUT-RS, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio Grande do Sul (CTB-RS), Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS) e Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers). Segundo a CUT-RS, metalúrgicos também farão atos em frente ao seus locais de trabalho.

Os protestos devem iniciar pela manhã e seguir durante o dia. A partir das 18 horas, ocorrerá um ato na Esquina Democrática, no Centro Histórico, em seguida, uma caminhada pelas ruas centrais de Porto Alegre.

As reivindicações são pela rejeição da PEC 55 que, segundo eles, vai congelar os gastos em saúde e educação em 20 anos, contra a reforma trabalhista que – na visão dos sindicalistas – pretende retirar direitos e garantias, aumenta as terceirizações, permitindo a contratação com salários mais baixos. Os manifestantes também protestam contra “a entrega do petróleo do pré-sal a empresas estrangeiras e defendem  a “escola sem mordaça”(oposição ao projeto ‘Escola sem Partido’)”.

Apesar da indicação pela greve destas entidades sindicais, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Rio Grande do Sul anteciparam que não devem aderir a greve mesmo apoiando as manifestações e as reivindicações. Segundo a nota do sindicato, “o objetivo é garantir que os trabalhadores não contraiam perdas imediatas, como o dia do trabalho,e que, fundamentalmente, a classe rodoviária não atue como massa de manobra de movimento não originado da própria categoria”. Qualquer paralisação nas portas das garagens, segundo eles, serão promovidos por trabalhadores e manifestantes que não fazem parte da categoria.