Moradores apontam falhas na coleta seletiva de lixo

Mau estado dos containers e separação inadequada dos tipos de lixos são algumas das principais reclamações

  • Por: Matheus Wolff dos Santos (3º semestre) | Foto: Fernanda Lima (3º semestre) | 10/05/2016 | 0

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A coleta seletiva de lixo é considerada precária em Porto Alegre tanto para os moradores dos bairros junto ao Centro Histórico, como na avaliação dos trabalhadores de reciclagem. A instalação dos containers para receber o lixo orgânico contribuiu para evitar a acumulação dos descartes, mas ainda há queixas quanto ao recolhimento do material reciclável, o lixo seco.

Os trabalhadores que atuam na reciclagem apontam o descuido dos moradores que apenas jogam o lixo e não separam adequadamente o que poderia ser reaproveitado dos rejeitos. Como os containers são financiados com o dinheiro público, os trabalhadores alegam que os cidadãos deveriam ter mais cuidado ao jogar o lixo. Alguns containers estão amassados devido ao excesso de peso. Com as caixas lotadas, o lixo fica espalhado pelas calçadas. O catador Pedro Ernesto Alves da Costa, de 28 anos, reclama a falta de separação adequada dos materiais. Ele acredita que a coleta seletiva deveria aumentar, para dar conta do que é reciclável e acaba sendo jogado nos containers. Para o catador, que empurrava seu carrinho na sexta (6) na rua Duque de Caxias, houve redução na sujeira com a colocação dos containers.

O advogado e morador da Duque de Caxias Regis da Silveira, 41 anos, considera que os containers vieram para melhorar. Porém, ele aponta o planejamento da coleta de lixo inadequado na sua rua. Com apenas dois containers na sua quadra, a coleta é feita ás 19 h, quando o trânsito é intenso. Sendo uma via com único sentido, os automóveis param na hora dos caminhões de lixo.  O advogado que viveu em Londres disse que, na Europa, os moradores tiram os rejeitos em uma hora determinada. Ele tem dúvidas quanto as melhorias conquistadas com a tentativa de automatizar o recolhimento.

Alguns comerciantes, como a lojista Bett Roched, 56 anos, acreditam que a coleta de lixo não é tão problemática assim. Ela não tem queixas, pois raramente a coleta fica na rua. Em sua loja na Rua Annes Dias, o recolhimento é sempre à noite. Depois que os containers foram instalados, a sujeira nas ruas diminuiu, comenta.

A coleta seletiva atende 100% das ruas de Porto Alegre, esclarece o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Pelo menos duas vezes por semana são atendidas a totalidade das ruas que comportam a entrada de caminhões. O Centro Histórico e mais 19 bairros contam com este serviço três vezes por semana. Em média são coletadas 120 toneladas por dia na Capital pela coletiva seletiva.

O contrato do DMLU que a empresa coletora prevê 45 caminhões e historicamente a região Sul tem encaminhado mais resíduo reciclável. O DMLU lembra que a população pode consultar e fazer reclamações pelo telefone 156 – Fala Porto Alegre, pelo site do departamento e pelas redes sociais.