Moradores reclamam da falta de ônibus para subir Morro da Cruz

Há três anos, moradores do Morro da Cruz e São José, no bairro Partenon, não tem mais ônibus para subir a lomba da Rua Ernesto Araújo. Pessoas idosas e com deficiência física são as que mais sofrem com a falta da linha alimentadora que fazia a ligação com a linha 346- São José na Rua Dona Firmina na altura do n° 1623.

Além de haver apenas um coletivo que passa pela Estação Rodoviária de Porto Alegre, trabalhadores, alunos que estudam nas escolas próximas e pessoas que fazem compras em supermercados descem no final da linha do coletivo e precisam subir a pé a Rua Ernesto Araújo. Além de enfrentar a lomba, fatores climáticos como dias de sol e chuva aumentam as dificuldades.

A presidente da Associação dos Moradores do Morro da Cruz, Jaci dos Santos, explica os fatores que levaram a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) a retirar a linha alimentadora, como casos de depredação do coletivo e também a agressão sofrida por um cobrador do ônibus.

Jaci dos Santos relata que já houve várias tentativas para reestabelecer a circulação da linha ou a extensão da Linha São José até o morro, sem sucesso. Alda Machado da Silva, 86 anos, antiga moradora do bairro, salienta que a linha de ônibus foi suspensa, pela EPTC, por que alguns passageiros carregavam até animais dentro do coletivo.

A presidente Associação dos Moradores da São José, Nilza Martins dos Santos, sugere, à EPTC , alongar o trajeto da linha 344, Santa Maria ou que estabelecer alguns horários para o coletivo passar pela Rua Ernesto Araújo e seguir para o Centro-Histórico pela Rua Martins de Lima e vice-versa, conforme ocorreu na Rua Clemente Pereira, com a linha 344.1- Santa Maria/Clemente Pereira e 344.2 Santa Maria/ 3° Perimetral.

Após a retirada da linha A46- Morro da Cruz, houve várias tentativas de reativar, informa a EPTC, através de nota divulgada pela sua Assessoria de Imprensa. A suspensão da linha foi por motivos de segurança, como assaltos, agressões e intimidações a tripulação e passageiros e excessos de casos de vandalismo. Por essa razão, “a mesma foi desativada e assim se encontra há três anos, com raras queixas ou pedidos da comunidade”, alega a nota.

Texto: Anselmo Loureiro (3º semestre)
Foto: Guilherme Almeida (4º semestre)