MST critica intervenção da FIFA no Governo

A Copa do Mundo é passageira, enquanto a luta pela reforma agrária é duradoura, declarou Cedenir de Oliveira, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul. Com isso, ele explicou a posição da entidade que vê com olhos críticos a intervenção da FIFA e o poder que ela possui junto ao Governo brasileiro graças à Copa do Mundo. Apesar disso, o MST não irá fazer nenhuma manifestação em referência à competição.

Oliveira afirmou que a Copa do Mundo não irá interromper ou modificar o cronograma de ações do movimento. “Não dependemos de Copa, eleição ou carnaval”, disse ele. Segundo o dirigente, o MST apoia e acha importante todas as ações de grupos que se sentem atingidos de alguma maneira pela Copa, mas não irá participar ou trabalhar com nenhum em específico. Ele destacou que o MST é um movimento camponês, e por isso distante da maioria dos protestos contra o evento, que irão acontecer em grandes centros urbanos.

O MST acredita que a Copa do Mundo não terá impacto nos planos da organização em longo prazo. “A Copa é passageira, a nossa luta é duradoura”, disse o Oliveira, se referindo à batalha da organização pela reforma agrária.

Texto: Victor Rypl (8º semestre)