No exterior, 500 mil brasileiros votaram

A maior parte dos brasileiros está localizada nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão

  • Por: Nicolas Wagner (4º semestre) | Foto: Kyle Glenn/Unsplash | 07/10/2018 | 0

As eleições deste domingo (7) mobilizaram também brasileiros residentes fora do Brasil. No total, 500.727 brasileiros que moram no exterior estavam aptos a votar no cargo de presidente, com a maior parte localizada nos Estados Unidos, em Portugal e no Japão. A imprensa internacional também acompanhou o assunto, destacando a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) como candidato da extrema-direita brasileira.

Eleição no exterior

Com início na Nova Zelândia, a eleição no exterior mexeu com brasileiros ao redor do globo. No país da Oceania, as seções encerraram a 1h de domingo, no fuso horário de Brasília. Durante a madrugada brasileira, tornaram-se públicos extratos de três urnas de Wellignton, capital da Nova Zelândia, que somados indicaram liderança de Jair Bolsonaro (PSL), com 140 votos, e vice-liderança de Ciro Gomes, do PDT, com 89 votos. Por questão de fuso horário, em vários outros países as eleições também encerraram mais cedo e permitiram a apuração extra-oficial de votos por meio dos extratos. Em Dublin, na Irlanda, a disputa foi bastante apertada, com vitória de Ciro por três votos de diferença em relação a Bolsonaro: 369 a 366.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu que não é ilegal divulgar o conteúdo dos extratos, os quais são fixados nos quadros de aviso após o término da seção.

Repercussão na mídia

Jornais internacionais também publicaram informações sobre as eleições brasileiras. O britânico The Guardian citou o nervosismo dos brasileiros diante da liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas. O jornal classificou o candidato do PSL como “populista de extrema-direita e favorável à tortura”.

O The New York Times também focou sua cobertura no favoritismo de Bolsonaro. Segundo publicação do jornal na última sexta-feira (5), o candidato “desafia a lógica da gravidade política”. O argentino Clarín destacou a polarização representada por Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad. De acordo com o jornal, na Argentina a expectativa se refere à realização ou não do segundo turno, diante do favoritismo do candidato do PSL.