Ônibus no Viaduto São Jorge agiliza viagem, mas usuários ainda têm problemas

  • Por: Angelo Werner (2º sem) | Foto: Frederico Martins (7º sem) | 02/06/2015 | 0

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A viagem ficou mais rápida com a liberação, na segunda-feira (1º/6), da faixa de ônibus do Viaduto São Jorge, que interliga as avenidas Aparício Borges e Salvador França, passando por cima da Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre. No entanto, os usuários das linhas T2, T4, T11, T11A e 280.2 Otto/HPS/3ª Perimetral, que fazem o trajeto entre as zonas Norte e Sul, apontaram alguns problemas no primeiro dia de circulação dos ônibus. O trânsito de carros no nível superior foi liberado ainda em março.

Por volta das 15h da segunda-feira, não mais de 30 pessoas esperavam por seus ônibus de ambos os lados, enquanto dois agentes da fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) prestavam informações aos usuários. As dúvidas eram muitas, pois a falta de sinalização deixava passageiros confusos quanto ao sentido dos ônibus que passavam de cada lado do terminal.

Entre os problemas apontados, estava a falta de redutores de velocidade para os ônibus e de uma faixa de travessia para os pedestres, que se aventuram ao correr no meio da pista. Também faltavam bancos e lixeiras no local, fazendo com que os usuários esperassem por seus ônibus de pé, ao lado de lixo jogado no chão.

A falta de ligação direta entre as paradas da Avenida Bento Gonçalves e o terminal obrigava os passageiros a atravessar a rua e subir os lances da rampa do viaduto. O trajeto pode demorar cinco minutos, dependendo do tempo dos semáforos. Além disso, a distância entre a plataforma e os veículos exige malabarismos dos usuários que embarcam, situação ainda mais difícil para cadeirantes.

 O comentário mais comum entre os passageiros era o fato de o viaduto tremer com a passagem dos ônibus. “Eu é que não fico mais aqui, dá pra sentir tudo tremer”, falou uma idosa ao se retirar apressadamente do terminal.

Questionada sobre as reclamações dos usuários, a EPTC, por meio da assessoria de comunicação, explicou que as questões de infraestrutura da estação não competem à empresa. Quanto à sinalização, a considerou satisfatória. Entretanto, a empresa informou que técnicos e agentes de trânsito acompanharão os primeiros dias de operação no local e promoverão ajustes e mudanças, se necessários.

A abertura da faixa de ônibus trouxe melhorias para o trânsito da Capital. O estudante da PUCRS Pietro Bottega, que utiliza o T4 diariamente para ir até a universidade, disse que, com a liberação do viaduto, o seu trajeto ficou, pelo menos, 10 minutos mais rápido.