Página da Marcha da Família com Deus tem 157 adesões em Porto Alegre

Ativistas contra partidos políticos e movimentos sociais considerados de esquerda e defensores do que acreditam ser os “valores da vida e da família” flertam com um movimento que lembra os altos do pré-1964 e organizam a sua reedição, convocando para o dia 22 de março a “Marcha da Família com Deus II – O retorno!”.

No início de março, quando estava aberta a público, a página do evento no Facebook apontava pouco mais de 2,5 mil confirmados para as marchas convocadas para dezenas de cidades brasileiras. Nesta sexta-feira, um dia antes do evento nacional, era possível visitar a mesma página do grupo e ver aproximadamente 2,9 mil confirmados. Na página do evento de Porto Alegre, o número não chegava a 160 confirmados.

São números bastante inferiores aos de 1964, mas os propósitos são similares. “Marcha pacífica contra tudo o que o comunismo e a cultura da morte têm desenvolvido e tem tentado em nosso país para destruir os valores da vida e da família”, definia a convocatória em tom similar às causas anticomunista e de defesa da “família” dos protestos de 1964.

“Tendo em vista que nosso país encontra-se irremediavelmente mergulhado em um mar de corrupção, e que o atual governo prepara-se para implantar o comunismo, sistema político onde todas as propriedades são confiscadas e passam a pertencer ao governo, sistema que além de tudo é o que mais tem assassinado cristãos ao redor do mundo, que nega as liberdades individuais”, é o que diz o trecho do texto retirado da página do grupo de Porto Alegre no Facebook.

Mesmo com pouco apoio nas redes sociais, a mobilização está prevista para acontecer simultaneamente em todo o Brasil. Em Porto Alegre, o encontro está marcado para o dia 22 de março (sábado) às 15h na Praça XV de Novembro (em frente ao Mercado Público). A assessoria de imprensa da Brigada Militar informou ao Editorial J que a corporação não tem conhecimento do evento.

Texto: Antonio Carlos De Marchi (4º semestre)
Foto: Divulgação