Para Força Sindical, legado da Copa é a conscientização da população brasileira

A Força Sindical não é contra a Copa do Mundo, mas se opõe aos gastos para a construção de estádios com dinheiro público, esclareceu Cláudio Janta, presidente da entidade no Rio Grande do Sul. Como a Fifa incentiva consumo de produtos antes proibidos no estádio, caso da venda de cervejas e o trabalho de menores de 16 anos, o evento se tornou extremamente lucrativo, menos para a população brasileira.

Janta argumenta que, logo após o anúncio da Copa no Brasil, todos eram a favor, mas ninguém sabia o que seria necessário investir para que o evento acontecesse. O governo deveria ter explicado a toda população aonde e como seriam os gastos, mas não foi o que aconteceu.

Com o dinheiro gasto, o governo poderia ter investido na construção de hospitais de ótima infraestrutura e recursos com atendimento de qualidade, hospitais modelo, de referência. Poderia ter investido em rodovias, enfim ter feito algo melhor e saudável para a população que realmente deixasse um legado para todos os brasileiros, exemplificou o presidente da Força Sindical no estado.

Por isso, a Força Sindical quer trabalhar em ações de conscientização da população, para que a mesma esteja ciente dos recursos investidos, já que é dinheiro público. A Força não pretende fazer manifestações que interfiram no evento, mas sim realmente algo que conscientize o povo para se posicione e estejam atentos aos seus direitos e deveres, explicou.

Texto: Yanlin Costa (2°semestre)