Para imortalizar o Olímpico

Depois de 58 anos residindo na Azenha, o Grêmio está de mudança. A partir do dia 8 dezembro, o Tricolor Gaúcho vai fixar moradia no Humaitá, às margens da BR-290. A data de despedida do time com o estádio Olímpico já está marcada: no dia 2 de dezembro acontece o último jogo oficial, justamente contra o maior rival pela última rodada do Campeonato Brasileiro. O Olímpico Monumental, palco das maiores glórias do clube, será demolido nos primeiros meses de 2013. Embora fisicamente o estádio vá deixar de existir, na memória do torcedor ele será imortal.

Para manter vivas as lembranças do antigo casarão, diversas iniciativas estão em desenvolvimento. A história de onze jogos especiais do Estádio Olímpico na memória do torcedor é o tema do livro “Jogos Monumentais”, do jornalista Marcelo Ferla, lançado na semana de comemoração do aniversário do estádio em setembro. O escritor conta que a ideia partiu dele e surgiu nesse ano. “É o último ano do estádio. Achei que era preciso ter um registro. Falei com o Grêmio, com uma editora e parti para o texto. Quando comecei exatamente eu não sei, mas foi tudo super-rápido. Acho que foram cinco meses apenas”, relata. No dia 6 de novembro, às 19h, Ferla faz o lançamento de “Jogos Monumentais” na Feira do Livro, em Porto Alegre.

Para 2013, o Grêmio já prepara um novo livro. A obra assinada pelo escritor e historiador Eduardo Bueno, o “Peninha”, será em homenagem ao aniversário de 110 anos do Grêmio e tem o nome de “Grêmio 110 anos – Da Baixada à Arena”. O livro já está em pré-venda no site e pode ser adquirido em três categorias: Platina (R$ 5.500,00), Ouro (R$ 3.500,00) e Prata (R$ 1.500,00), com tiragem limitada para torcedores e colecionadores. A edição mais cara, por exemplo, traz um luxuoso estojo com uma foto da conquista da Taça Libertadores da América de 1983 assinada pelo autor e um fragmento do estádio Olímpico. O projeto será finalizado no ano que vem, para que seja possível registrar os primeiros jogos da Arena e a demolição do Olímpico. A entrega está programada para setembro de 2013, mês de aniversário do clube.

Além das páginas, o Olímpico também será eternizado nas imagens de um documentário. A produção é da TGD Filmes e a direção é do cineasta Eduardo Muniz. Embora o longa-metragem tenha o nome de “Arena do Grêmio” e seja sobre a construção do novo estádio do Tricolor, o gremista ressalta que não existe futuro sem a contemplação do passado. “Nesse caso, um passado ainda presente e de incontestável importância”, explica Muniz. “Ficou mais do que evidente que deveríamos registrar esse momento e documenta-lo para a história. Cerca de 15% do filme falará dos antigos estádios, o resto é sobre o processo de construção da Arena e toda a magia que envolve esse processo”, detalha.

Ao contrário do livro de Ferla, o filme ainda está em processo de produção. Segundo Muniz, o curto prazo torna a produção de alto risco. “Filmaremos até o ultimo instante possível até a data que temos como referência para enviar a matriz para a industrialização dos DVD’s”, conta. O diretor justifica que é necessário registrar a Arena praticamente pronta. O objetivo é lançar o documentário poucos dias antes da inauguração da nova casa tricolor. “Não há espaço para erros de produção, execução, distribuição e venda. Estamos trabalhando num ritmo intenso e de extrema concentração”, revela Muniz.

O documentário será vendido em DVD e também deve ter sessões nos cinemas. Há ainda a possibilidade de uma pré-venda através da internet. Além dos livros e do filme, o torcedor pode guardar o Olímpico na sala de casa. Está a venda na loja do clube, a preço de R$ 199,00, uma réplica fiel do estádio que tem 40 cm.

Texto: Marcel Klein (6º semestre)