Paralisação no transporte público de Porto Alegre altera a rotina da população nesta quarta-feira

  • Por: Aristoteles Junior (2º semestre) | Foto: Mariana Capra (3º semestre) | 14/04/2015 | 0

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Os usuários do transporte coletivo de Porto Alegre e região metropolitana enfrentarão dificuldades para se locomover nesta quarta-feira, 15 de abril. O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (SindimetrôRS) e alguns segmentos do Sindicato dos Trabalhodres em Transportes Rodoviários Intermunicipais, Interestaduais, Turismo e Fretamento do RGS (Sindirodosul) planejam uma paralisação nas linhas em repúdio ao projeto de lei 4.330, em tramitação no Congresso, que regulamenta os contratos de terceirização.

O sindicato dos metroviários, através de sua assessoria de imprensa, afirma que haverá 100% de paralisação nas linhas da Empresa de Transportes Urbanos de Porto Alegre, Trensurb, durante o dia. Contudo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiu uma liminar que garante a circulação de 100% da frota de trens durante o horário de pico, que ocorre das 5:30 às 8:30 e das 17:30 às 20:30. Caso seja descumprida a liminar, o sindicato pode ser alvo de multa.

Em consequência disso, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional, Metroplan, aumentará a capacidade de transporte em 50%, possibilitando que passageiros viagem em pé em ônibus executivos. Além disso, as linhas circularão com intervalos menores. A Central, empresa que faz parte da Metroplan, colocará mais 26 veículos à disposição da população.

A assessoria de imprensa da Carris informa que a posição da empresa é esperar até a manhã de quarta, pois a comissão da empresa não apoia a paralisa. Entretanto, alguns segmentos do sindicato tentarão paralisar as atividades. As demais empresas de ônibus de Porto Alegre seguirão com atividades normais.

A Conorte, através de seu gerente Marcos Machado, promete colocar carros à disposição da prefeitura: “Normalmente quando a Carris paralisa suas atividades, a Conorte dá assistência. É um acordo que nós temos com a EPTC. Caso aconteça, cobriremos algumas linhas da empresa até o serviço normalizar”.

Caso as paralisações não se concretizem, os indivíduos ainda poderão ser prejudicados pelas manifestações apoiadas pela Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS). Pela manhã, atos serão realizados pelos sindicatos e ocorrerá uma concentração de todos os movimentos à frente do prédio da Fecomércio, na avenida Alberto Bins. Dali, os manifestantes seguirão em passeata até a Assembleia Legislativa do Estado, para acompanhar o expediente “Por avanços nas leis trabalhistas e em defesa de empregos e direitos”, proposto pelo deputado Adão Vilaverde (PT-RS).

O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul, CPERS, está sugerindo que todas as escolas estaduais se juntem à paralisação. A instituição também participará dos manifestos que começarão na Alberto Bins.

As maiores universidades de Porto Alegre e região metropolitana, através de comunicados oficiais, prometem manter atividades normais durante o dia, garantindo que nenhum aluno será prejudicado caso não consiga ir à aula. Entre elas estão a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).