Patrocínio a escolas públicas seria terceirização, diz Cpers

  • Por: Adrieny Couto (6º semestre) | 17/04/2015 | 0

O patrocínio de empresas e pessoas físicas para a reforma de escola públicas no Rio Grande do Sul, proposta apresentada pelo governo do estado à Assembleia Legislativa, não tem a aprovação do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS). Com este projeto de lei, o governo Sartori quer agilizar o reparo de escolas públicas estaduais, iniciativa que, no entendimento do CPERS não resolverá o problema dos pais, professores e alunos, mas possibilitará um caminho para a terceirização.

“Quem deve fazer esses investimentos é o governo, eles estão se eximindo dos trabalhos e repassando para outros. Além disso, essa proposta não vai melhorar a educação. O governo está criando uma espécie de cortina de fumaça com essa ideia de escola melhor, sociedade melhor. Na verdade é uma espécie de terceirização”, relata Solange Carvalho, vice-presidente do Centro dos Professores.

Essa não é uma proposta nova, ela já havia sido pensada em outros governos, de acordo com Luís Antônio Alcoba de Freitas, secretário-adjunto de Educação do Estado, pois algumas pessoas já mostraram interesse em contribuir para melhorias nas escolas da região. Com a aprovação da Assembleia, os procedimentos estariam legalizados. “O programa tem por objetivo incentivar que empresas tornem-se parceiros de programas públicos. Não se trata de substituir a responsabilidade do governo com a educação. Não haverá ajuda em dinheiro, e sim, doações de materiais, medicamentos, livros, computadores, equipamentos de informática, entre outros”, explicou Freitas.

Em contrapartida, a lei prevê que os patrocinadores poderão divulgar para fins promocionais que contribuíram para a reforma destas escolas. Além disso, poderão realizar na instituição escolar ajudada, palestras educacionais de cunho pedagógico.

De acordo ainda com o secretário-adjunto, praticamente todas as escolas estaduais precisam de algum tipo de reparo, entretanto, neste início de ano letivo 100 delas estão em nível emergencial.