Plebiscito busca pressionar governo e Congresso por reforma política

Até dia 7 de setembro acontece em todo o Brasil o plebiscito constituinte proposto e conduzido por organizações e movimentos sociais nacionais e estaduais em prol da reforma política. Com a meta de obter 1 milhão de assinaturas, a consulta popular pretende desencadear uma discussão sobre o atual sistema de representação democrática.

Se a meta for atingida, o resultado do plebiscito será levado ao Congresso Nacional, como forma de pressionar os parlamentares para iniciarem uma reforma política. Após os protestos de junho de 2013, a presidente Dilma Rousseff levou a ideia de uma constituinte exclusiva ao Congresso, mas o plano acabou sendo rejeitado por impasses políticos.

Os principais pontos da reforma proposta são: o fim do financiamento de empresas privadas para campanhas políticas; um maior compromisso e contato dos deputados com a população; o diminuição da ingerência do poder econômico sobre o Congresso; e melhor distribuição na representação, fazendo com que mulheres, negros e jovens tenham a possibilidade de uma maior participação nas casas legislativas.

De acordo com a socióloga, doutora em Educação e em Sociologia Ruth Ignácio, outros pontos também serão abordados durante a reforma. A ideia é que todos os grupos possam ser ouvidos e colaborar para a discussão e construção de um novo sistema político.

É possível participar indo até as urnas ou votando pela internet pelo site www.mudarojogo.org. Existem mais de mil urnas distribuídas por todo o Rio Grande do Sul e muitas outras pelo Brasil. Alguns pontos onde os moradores da região de Porto Alegre podem votar são: no acampamento farroupilha; no campus da UFRGS de jornalismo, economia e no Vale; na PUCRS nos prédios 30, 11, 8, 15 e 17; na Ulbra de Canoas; na Unisinos de Novo Hamburgo; e nos locais de desfiles do dia 7 de setembro.

Texto:  Betina Carcuchinski (4º semestre) e Pedro Silva (4º semestre)

Foto: Betina Carcuchinski