Poluição sonora segue gerando reclamações na Cidade Baixa

Depois do fechamento do Bar Opinião e outros sete estabelecimentos do bairro Cidade Baixa, na semana passada, mais dois bares correm o risco de serem punidos pela Secretaria Municipal da Produção e Indústria e Comércio (Smic). Segundo representante da Associação dos Comerciantes do Bairro Cidade Baixa, Moacir Biasedeti, que reside no bairro, também há reclamações contra os bares Barbatana Pub e a Toca por poluição sonora, venda de bebida alcoólicas depois do fechamento, assim como os interditados na semana anterior.

Moacir Biasedeti confirmou ao Editorial J que, após o encerramento do expediente, continua o consumo de bebida álcool junto a alguns estabelecimentos até altas horas da madrugada. “Os jovens seguem bebendo, usam drogas, botam som alto. Na minha época, as coisas não eram assim, vejo jovens de 16, 17 anos e até menos, se drogando e bebendo, o que é muito triste”. Biasedeti diz que não tenho nada contra o Bar Opinião e os outros fechados, as denúncias partiram de moradores que estão cansados de, nas redondezas de bares, casas noturnas e pubs, se reunirem jovens que bebem e jogam latas de cerveja no chão.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de outros bares serem fechados pela Smic, Biasedeti enfatizou a parceria com a Brigada Militar e a investigação quanto ao respeito às normas de funcionamento das casas, confirmando os relatos de descumprimento das normas pelos bares Barbatana Pub e Toca.

Patrick Ribeiro, proprietário de A Toca, disse desconhecer as denúncias envolvendo o seu estabelecimento. “A nossa calçada fica aberta até 22h e a cerveja mais barata custa R$ 30, não vendemos cervejas em lata, e as garrafas são todas retornáveis, além do mais nosso bar é filiado a Associação dos Comerciantes do Bairro Cidade Baixa, diferente dos bares fechados”.

Ribeiro acredita que alguns reclamantes possam denunciar seu bar ao generalizar a queixa a todos os bares. “Convido os comerciantes a visitarem o bar e ver que nós cumprimos todas as regras”, desafiou. O proprietário do Pub Barbatana e o representante da Smic, Rogério Stockey, foram procurados, mas não quiseram se manifestar.

Texto: Otávio Silva (3º semestre)